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Para Que Meus Sentidos Não Adormeçam

Manolo Garcia

Para Que No Se Duerman Mis Sentidos

Háblame en la hora calma de la media noche
Háblame para que no se duerman mis sentidos, háblame
De lejanas tierras donde el único dios sea el sol
Donde se vive al rumor de las hojas del sicómoro mecidas de brisa y calor.

Cuéntame fracasos, vida, rumbos de pintores locos
Háblame de la calima de las noches
Cuando tu amante de amantes huyó
De Cartago a las puertas de Roma, de la Sevilla mora
De claveles de revolución
De las vueltas que da la tuerca,
De los amores que son prisión.

Va y viene mi alma de esponja
Viene y va si tú me hablas,
Si tú me cuentas cosas

Barquera, monte, montera

Viene y va mi alma viajera
Linda zagala, si me quisieras

Va y viene linda barquera
Si tú me miras de esa manera

Háblame en la hora calma de la media noche
Háblame para que no se duerman mis sentidos, háblame
De Cádiz fenicia, de la Córdoba que abrigaba su mezquita,
De Chagall o de los poetas andaluces del destierro
De porqué claveles para una revolución
De las vueltas que da la tuerca,
De los amores que son prisión.

Va y viene mi alma de esponja
Viene y va si tú me hablas,
Si tú me cuentas cosas

Va y viene mi alma guerrera
Viene y va si tú me hablas,
Si tú endulzas la espera

Barquera, monte, montera

Viene y va mi alma viajera
Linda zagala, si me quisieras

Va y viene linda barquera
Si me sonríes de esa manera

Barquera, monte, montera

Barquera, monte, montera

Para Que Meus Sentidos Não Adormeçam

Fala comigo na hora calma da meia-noite
Fala comigo pra que meus sentidos não adormeçam, fala comigo
De terras distantes onde o único deus é o sol
Onde se vive ao som das folhas do sicômoro balançadas pela brisa e calor.

Me conta sobre fracassos, vida, caminhos de pintores malucos
Fala comigo sobre a névoa das noites
Quando teu amante dos amantes fugiu
De Cartago até as portas de Roma, da Sevilha moura
De cravos de revolução
Das voltas que a vida dá,
Dos amores que são prisão.

Vai e vem minha alma de esponja
Vem e vai se você me fala,
Se você me conta coisas

Barqueira, monte, montera

Vem e vai minha alma viajante
Linda moça, se você me quisesse

Vai e vem linda barqueira
Se você me olha desse jeito

Fala comigo na hora calma da meia-noite
Fala comigo pra que meus sentidos não adormeçam, fala comigo
De Cádiz fenícia, da Córdoba que abrigava sua mesquita,
De Chagall ou dos poetas andaluzes do exílio
De por que cravos para uma revolução
Das voltas que a vida dá,
Dos amores que são prisão.

Vai e vem minha alma de esponja
Vem e vai se você me fala,
Se você me conta coisas

Vai e vem minha alma guerreira
Vem e vai se você me fala,
Se você adoça a espera

Barqueira, monte, montera

Vem e vai minha alma viajante
Linda moça, se você me quisesse

Vai e vem linda barqueira
Se você sorri pra mim desse jeito

Barqueira, monte, montera

Barqueira, monte, montera

Composição: Manuel Garcia Garcia-Perez