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Memória Vertical

Manolo Garcia

Recuerdo Vertical

Eres tú en el rasgo, en el andar
Eres tú en un recuerdo vertical
Esa esencia que no ha de volver
Ese espejo que reflejará

En el silencio de las noches en vela
Tan lejos de la vida prometida
Y tu recuerdo ya se desvanece
Humo de napalm

No canta el río ni las nubes pasan
En un azar sin señales ni visos de eternidad
Tan nostálgico y solo como un viajero espacial
Dime adiós, que la ciudad se ilumine para mí

Si he de hundirme, que sea al pelear
Hombría de arrestos, albéitar de mi alma animal
Y ahora canto, sereno miento
Levanto una muralla con los restos

Camino erguido, me miento y creo
Que mintiéndome entiendo el firmamento
Quemar las naves, volver a cotas altas
Y ser truchimán

Ahora emerjo, centauro azul
Para batanear mi conciencia
Esa perra que perdí
Olifante que llama

Convocando a coronar cumbres
Nuestro horizonte se desvaneció
Llamado estoy a ser aspillera
Que ahora defiende plaza que desierta está

Eres tú en el rasgo, en el andar
Eres tú en el recuerdo vertical
Esa esencia que reflejará
El sosiego que es brisa estival

Memória Vertical

É você no traço, no caminhar
É você em uma memória vertical
Essa essência que não vai voltar
Esse espelho que refletirá

No silêncio das noites em claro
Tão longe da vida prometida
E sua lembrança já se esvai
Fumaça de napalm

O rio não canta e as nuvens não passam
Em um acaso sem sinais ou vestígios de eternidade
Tão nostálgico e só como um viajante espacial
Diz adeus, que a cidade se ilumine pra mim

Se eu tiver que afundar, que seja lutando
Hombridade de coragem, curandeiro da minha alma animal
E agora canto, sereno minto
Levanto uma muralha com os restos

Caminho ereto, me engano e acredito
Que me enganando entendo o firmamento
Queimar as naves, voltar a altos patamares
E ser truchimán

Agora emergo, centauro azul
Pra bater minha consciência
Aquela cadela que perdi
Olifante que chama

Convocando a coroar cumes
Nosso horizonte se desfez
Estou chamado a ser aspileira
Que agora defende uma praça que está deserta

É você no traço, no caminhar
É você na memória vertical
Essa essência que refletirá
A tranquilidade que é brisa de verão

Composição: Manolo Garcia