Mariposa Al Sur
Mariposa al sur, otro carnaval
Esquivando un mundo tirado
Ya se de vos, pero no sabía nada
Fue tan súbita la entrada
Que aplaudieron por amor
Habla por vos, yo ya no puedo decir nada
Y es tan baja la mirada
De quien hable por tu voz
Casi casi al Sol, el fuego arrancó
Y la lluvia fue de invitada
Como algún vos, que rogando por la entrada
Se gastó lo que esperaba en pedir por un favor
Como algún yo, que sin tiempo para nada
Se gastó lo que esperaba por ser alguien de les dos
Hoy
Que está el Sol pegado afuera
Y entendiste la manera
De acostarte en tu renglón
Hoy
Que te viste de afuera
Y sabes que te marea
Lo profundo del amor
Se tomó un café, afinó el MI en RE
Intento entender a Cartola
No vino más, se fugó con la mirada
Se hizo cómplice de todo como un niño con pincel
Apareció
Y sin vértigo ni ganas
Saltó al mar por ser más agua y se ahogó con tanta sed
Se abrió a la luz, quiere amor, no quiere balas
Quiere verte en la ventana, vibración por vibración
Se abrió a la luz, como pájaro entre ramas
Desnudándose en la calma de ser lo que no creyó
Hoy
Que está el Sol pegado afuera
Y sabes que te marea
Lo profundo del amor
Hoy
Casi sos la primavera
Y las hojas que te quedan
Son mil años de calor
Hoy
Roja serpiente del mundo
Hoy el mar de un trotamundos
Que escribió y que canto
Hoy
Que intentas no hacer más ruido
Pa que se duerman tranquilos
El dolor con el amor
Borboleta ao Sul
Borboleta ao sul, outro carnaval
Desviando de um mundo jogado
Já sei de você, mas não sabia de nada
Foi tão súbita a entrada
Que aplaudiram por amor
Fala por você, eu já não posso dizer nada
E é tão baixo o olhar
De quem fala por sua voz
Quase quase ao Sol, o fogo começou
E a chuva foi convidada
Como algum você, que implorando pela entrada
Gastou o que esperava pedindo um favor
Como algum eu, que sem tempo para nada
Gastou o que esperava por ser alguém de nós dois
Hoje
Que o Sol está grudado lá fora
E você entendeu a maneira
De se deitar em sua linha
Hoje
Que você se viu de fora
E sabe que te tonteia
A profundidade do amor
Tomou um café, afinou o MI em RE
Tentou entender Cartola
Não voltou mais, fugiu com o olhar
Tornou-se cúmplice de tudo como uma criança com pincel
Apareceu
E sem vertigem nem vontade
Saltou ao mar para ser mais água e se afogou com tanta sede
Abriu-se à luz, quer amor, não quer balas
Quer te ver na janela, vibração por vibração
Abriu-se à luz, como pássaro entre galhos
Desnudando-se na calma de ser o que não acreditou
Hoje
Que o Sol está grudado lá fora
E você sabe que te tonteia
A profundidade do amor
Hoje
Quase és a primavera
E as folhas que te restam
São mil anos de calor
Hoje
Serpente vermelha do mundo
Hoje o mar de um andarilho
Que escreveu e que cantou
Hoje
Que tentas não fazer mais barulho
Para que durmam tranquilos
A dor com o amor