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Nas Sombras

Manuel Meaños

En Las Sombras

Solo y feliz,
Sin un amor,
Así viví
Hasta que vos
Viniste a mí.
Fue aquella noche que llegaste hasta mi pieza
Hecha un lamento pa' buscar mi protección.
Y te ofrecí
Fiel y cordial,
En mi bulín,
Calor de hogar
Pa' tu dolor.
Y hoy, justo al año de esa noche que llegaste,
Me abandonaste sin decirme la razón.

No sufro por tu abandono;
Ni guardo siquiera encono;
Lo que has hecho vos sabrás...
No es rara mi indiferencia;
Más rara es tu inconsecuencia,
Y no te puedo culpar.
Por tu voluntad viniste;
Por tu voluntad te fuiste;
¿qué te podré reprochar?...
El sol todas las mañanas,
También llega a mi ventana,
Y como viene se va...

No puedo más
Sin confesar
Que era feliz
Y mucho más
Con vos lo fui.
Hago el balance de ese tiempo que estuviste
Y queda un saldo que jamás podré pagar.
Vida sin luz,
A solas fue;
Y tu querer,
Rayo de sol
Que me alumbró.
De nuevo en sombras me he quedado y la nostalgia
De haber gustado de tu amor la claridad.

Nas Sombras

Sozinho e feliz,
Sem um amor,
Assim vivi
Até que você
Veio até mim.
Foi naquela noite que você chegou até meu quarto
Feita um lamento pra buscar minha proteção.
E te ofereci
Fiel e cordial,
No meu cantinho,
Calor de lar
Pra sua dor.
E hoje, justo um ano daquela noite que você chegou,
Me abandonou sem me dizer a razão.

Não sofro pelo seu abandono;
Nem guardo sequer rancor;
O que você fez, você saberá...
Não é rara minha indiferença;
Mais rara é sua inconsequência,
E não posso te culpar.
Por sua vontade você veio;
Por sua vontade você foi;
O que eu posso te reprochar?...
O sol todas as manhãs,
Também chega na minha janela,
E como vem, vai embora...

Não aguento mais
Sem confessar
Que era feliz
E muito mais
Com você eu fui.
Faço o balanço desse tempo que você esteve
E fica um saldo que jamais poderei pagar.
Vida sem luz,
Sozinho foi;
E seu querer,
Raio de sol
Que me iluminou.
De novo em sombras eu fiquei e a nostalgia
De ter provado do seu amor a claridade.

Composição: