Milonga de Arrabal
Repiquetear de tacones
Sobre el patio embaldosao;
Yo, contra vos, apretao
Bailando al son
De una milonga.
Viboreando en la "corrida",
Compadreando en la "sentada",
Y en el "ocho" entreverao
Va mi valor
Con tu emoción.
¡venga! ¡oiga!
Esta es la milonga criolla.
¡abran cancha!
Voy sobrando en la parada.
Tengo juego
Y en amor me mando el resto.
Guapo... taura...
Yo nací pa' dominar.
Dos miradas que se cruzan
Y dos fierros que se chocan;
En ella inquieta ansiedad
Hasta que ve
Triunfar a su hombre.
Suena de nuevo el canyengue
De la milonga porteña
Y triunfador el varón
Junto a su amor
Vuelve a cantar.
Milonga do Subúrbio
Repiquetar dos saltos
Sobre o pátio calçado;
Eu, contra você, apertado
Dançando ao som
De uma milonga.
Serpenteando na "corrida",
Festejando na "sentada",
E no "oito" entrelaçado
Vai minha coragem
Com sua emoção.
Vamo! Escuta!
Essa é a milonga criolla.
Abram espaço!
Vou me destacando na parada.
Tô jogando
E no amor eu me jogo de cabeça.
Valente... destemido...
Eu nasci pra dominar.
Dois olhares que se cruzam
E duas armas que se chocam;
Nela, uma ansiedade inquieta
Até que veja
Seu homem triunfar.
Soa de novo o canyengue
Da milonga portenha
E triunfante o varão
Junto ao seu amor
Volta a cantar.