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Isabelita

Manuel Romero

Isabelita

A las cinco por Florida,
muy bien vestida, pasa Isabel;
su silueta distinguida
es perseguida como la miel,
pues no hay hombre que al mirarla
no se empeñe en conquistarla...
¡Pero nadie ha conseguido
ser preferido por Isabel!

Isabelita,
porteña bonita,
figura exquisita
de gracia sin par.
¡Isabelita!
La calle palpita,
la gente se agita
al verla pasar...
Y nadie sabe su gran dolor:
¡Isabelita busca un amor!

Cuando fina y elegante,
rosa fragante, pasa Isabel,
va arrastrando tras su gracia
y aristocracia todo un tropel,
pues no hay hombre que enseguida
no le ofrezca su alma y vida...
Mas el príncipe soñado...
aún no ha llegado... ¡pobre Isabel!

Isabelita

Às cinco na Florida,
muito bem vestida, passa Isabel;
sua silhueta distinta
é perseguida como o mel,
pois não há homem que ao vê-la
não se empenhe em conquistá-la...
Mas ninguém conseguiu
ser o preferido de Isabel!

Isabelita,
porteña bonita,
figura exquisita
de graça sem par.
Isabelita!
A rua palpita,
a galera se agita
ao vê-la passar...
E ninguém sabe seu grande dor:
Isabelita busca um amor!

Quando fina e elegante,
rosa perfumada, passa Isabel,
vai arrastando atrás de sua graça
e aristocracia todo um bando,
pois não há homem que logo
não lhe ofereça sua alma e vida...
Mas o príncipe sonhado...
ainda não chegou... pobre Isabel!