exibições de letras 215

História da Cidade

Mão Morta

Letra

    O céu é um fogo do poente
    Acende os pavios à cidade
    Em mechas de agitação incandescente
    Que convidam ao ouvido da desdita
    Ao colorirem os rostos assombrados
    Com as luzências mais inauditas

    Ouço já o troar dos canhões
    A soprar as dores da guerra
    E a convocar velhas visões
    De corpos caídos por terra
    Foi rescuscitada a luta de classe
    Como motor da história
    Somos todos proletários
    A batalhar contra a escória

    Lembro outros tempos
    De luta bem valente
    Quando ruas se enchiam de gente decidida
    A travar o passo ao medo
    A ganhar a fibra de bravura
    De mando a pulso no futuro
    No alento do presente

    Eram dias de festa
    Embriagada pela esperança
    Que não há maior alegria
    Do que a do sonho da vitória

    O céu em fogo do poente
    Acende os pavios à cidade
    Fazendo troar os canhões
    No alvor da nova guerra
    Que resgate esses tempos
    De luta bem valente
    Em que marchávamos sem temor
    Contra a miséria


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Mão Morta e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção