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Tomando Amarguras

Mapai

Desayunando Amarguras

Canta el gallo digital
Que a tus sueños los espanta
Te tenés que levantar
Aunque te trone la espalda
Hay que salir a yugar
Con la sonrisa pegada
Nadie nota tu dolor
Nadie mira en tu mirada

Te pesan los hombros
Y aún no salió el Sol
El silencio aturde
El día empezó

Desayunando amarguras
La cuenta no nos cerró
En dos patas y a oscuras
Cruzando la cerrazón
El pecho que alumbra
Un poco el callejón
Y muy de a poquito
Ves que amaneció

Y tu lucha se ilumina
Porque esperan por vos
Las sonrisas que a la vuelta
Curarán tu corazón

Y no hay calambre
Cansancio ni hambre
Que hagan aflojar
Y no hay tristeza que dé a tu cabeza
Tiempo de parar

Un ojo entreabierto
Quejido resonador
Comienzo de un nuevo día
¿O el final del anterior?
Duelen tu espalda y tus pechos
Espera, paciencia y amor
Van sanando tus heridas
Marcando el corazón

Desarmarse por completo
Renacer en flor
Acariciando a la vida
Dulzura y paz interior

¿Cómo detener el tiempo, sumar horas al reloj?
Llanto y caos en la casa
Siendo solamente dos

Juicios y consejos
Nostalgia narcisista
Mentiras de revista
Y tu mente desbordó

Y tu lucha se ilumina
Porque llegan a vos
Los más tiernos abrazos
Curarán tu corazón

Y no hay calambre
Cansancio ni hambre
Que hagan aflojar
Y no hay tristeza que dé a tu cabeza
Tiempo de parar

Tomando Amarguras

Canta o galo digital
Que assusta seus sonhos
Você tem que se levantar
Mesmo que a dor te pegue
É hora de sair pra lutar
Com um sorriso colado
Ninguém nota sua dor
Ninguém vê no seu olhar

Te pesam os ombros
E o Sol ainda não nasceu
O silêncio é ensurdecedor
O dia começou

Tomando amarguras
A conta não fechou
De pé e no escuro
Cruzando a neblina
O peito que ilumina
Um pouco o beco
E bem devagarinho
Você vê que amanheceu

E sua luta se ilumina
Porque esperam por você
Os sorrisos que na esquina
Vão curar seu coração

E não há cãibra
Cansaço ou fome
Que façam você desistir
E não há tristeza que faça sua cabeça
Parar de insistir

Um olho entreaberto
Um gemido ressoante
Começo de um novo dia
Ou o fim do anterior?
Dói suas costas e seu peito
Espera, paciência e amor
Vão curar suas feridas
Marcando seu coração

Desarmar-se por completo
Renascer em flor
Acariciando a vida
Doçura e paz interior

Como parar o tempo, somar horas ao relógio?
Choro e caos em casa
Sendo apenas dois

Julgamentos e conselhos
Nostalgia narcisista
Mentiras de revista
E sua mente transbordou

E sua luta se ilumina
Porque chegam até você
Os mais ternos abraços
Vão curar seu coração

E não há cãibra
Cansaço ou fome
Que façam você desistir
E não há tristeza que faça sua cabeça
Parar de insistir

Composição: Gonza Fernández, Mai Raimondo