Anaprajistan
Ahjm, ora si va
Aver si un día salgo de pobre con mis Canciones sobre pobreza loco ja ja
Soy la proyección
La escancia de mi vecindario
Cargo el sueño de los niños
Que nunca saldrán del barrio
La tenacidad de aquellos
Que se levantan a diario
A las 5 de la mañana
Por un mísero salario
Aquí el tiempo lo medimos
En jornadas laborales
Soy evidencia de
Las desigualdades sociales
Es difícil estimar
Los efectos colaterales
De crecer con madre ausente
Y con orfandad de padre
Por eso crecí mal criado
Mal criado y mal comido
Igual que bastantes niños
Que se criaron donde vivo
Presas de la idiosincrasia
Que siglos nos afligido
La que hace engendrar más hijos
A los weyes más jodidos
Rapeo con el mismo odio
Que de mi madre emanaba
Cada vez que el desgraciado
De mi padre la golpeaba
Muchos morros que me escuchan
Y entienden de lo que hablo
Si yo creo que existe Dios
Es por que conozco al diablo
Yo aprendí a andar con cuidado
Y a voltear pa' los dos lados
Hasta en calles de un sentido
Nunca falta un desquiciado
Influjos que me han forjado
Siempre los traigo presentes
Si mi letra pega duro
El hambre pega más fuerte
He conocido gente
Con secuelas permanentes
Son farmacodependientes
O se hicieron delincuentes
Delinquir es optativo
Pero solo en ocasiones
Muchas veces sus opciones
Son delinques o no comes
La escuela en segundo plano
Pa’ los que tienen hermanos
Pero no tienen papá
Y nadie les hecha la mano
La deserción escolar
Es común en los desplazados
Pero a los que les compete
Eso jamás les ha importado
El común denominador
En nuestro estrato social
Es violencia intrafamiliar
O criarte sin tu papá
Si le cuento mi vida un pobre
Le va a parecer normal
Pero si se la cuento a un rico
Se ríe o se pone a llorar
Y así quieren que mi rap
Verse sobre algún otro tópico
Mientras unos vivimos
Este presente distópico
Lastimosamente
Solo rapeo de lo típico
Aquí donde salir de pobreza
Es un objetivo idílico
La Holy Gang, Máquina de la 656
La bestia prieta de Anapra, perros
Anaprajistão
Ahjm, ora si vai
Ver se um dia saio da pobreza com minhas Canções sobre a miséria, louco, já já
Sou a projeção
A essência do meu bairro
Carrego o sonho das crianças
Que nunca vão sair do lugar
A tenacidade daqueles
Que se levantam todo dia
Às 5 da manhã
Por um salário miserável
Aqui o tempo medimos
Em jornadas de trabalho
Sou a prova de
Desigualdades sociais
É difícil estimar
Os efeitos colaterais
De crescer com mãe ausente
E com pai ausente também
Por isso cresci mal criado
Mal criado e mal alimentado
Igual a muitos meninos
Que cresceram onde eu moro
Presos à idiossincrasia
Que séculos nos aflige
A que faz gerar mais filhos
Para os caras mais fodidos
Rapeio com o mesmo ódio
Que emanava da minha mãe
Toda vez que o desgraçado
Do meu pai a batia
Muitos moleques que me ouvem
E entendem do que falo
Se eu acredito que existe Deus
É porque conheço o diabo
Eu aprendi a andar com cuidado
E a olhar pros dois lados
Até em ruas de mão única
Nunca falta um doido
Influências que me moldaram
Sempre estão presentes
Se minha letra bate forte
A fome bate mais ainda
Conheci gente
Com sequelas permanentes
São dependentes químicos
Ou se tornaram criminosos
Delinquir é opcional
Mas só em algumas situações
Muitas vezes suas opções
São delinquir ou não comer
A escola em segundo plano
Pra quem tem irmãos
Mas não tem pai
E ninguém estende a mão
A evasão escolar
É comum entre os deslocados
Mas pra quem deveria se importar
Isso nunca fez diferença
O comum denominador
No nosso estrato social
É violência intrafamiliar
Ou crescer sem seu pai
Se eu contar minha vida a um pobre
Vai parecer normal
Mas se contar a um rico
Ele ri ou começa a chorar
E assim querem que meu rap
Fale sobre outro tópico
Enquanto uns vivem
Esse presente distópico
Infelizmente
Só rapeio do típico
Aqui onde sair da pobreza
É um objetivo idílico
A Holy Gang, Máquina da 656
A besta preta de Anapra, mano