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Com W de Wrande

Maquina de Fuego

Con W de Wrande

Oye máquina
¿Por qué no haces rolas
Como las de los otros raperos?

No sé Bob Esponja
Arruinaría nuestro estilo

No hago rolas para malandros
Ni pa′ pseudointelectuales
Yo hago tesis doctorales
Sobre las instrumentales

Soy alérgico a los beats
Me dan náuseas incontrolables
En cuanto me ponen uno
Empiezo a vomitar verdades letales

Son todas esas rimas que escribo
En las que sin ningún tapujo
Les describo lo que vivo
No mesuro, ni censuro

Aquello que con rimas digo
No busco que morros mecos
Se identifiquen conmigo

Opiniones lapidarias
Posturas contestatarias
Parezco piromaníaco
Ñor mis letras incendiarias

Con el rap de mi ciudad
En condiciones tan precarias
Todas las barras que tiro
Se volvieron necesarias

Sigo sin tener dinero
Mis vídeos te los regalo
Pues nadie podría pagarme
Si cobrara lo que valgo

"Tomate una foto, loco"
Lo escucho cada que salgo
Me sorprende que me pase
En cualquier lugar donde ando

A inicios del diesinueve
No tenía ni suscriptores
Y en estos momentos
Miles les dan play a mis canciones

Desde Anapra en Ciudad Juárez
Sueno hasta en otras naciones
Y mi único sueldo es
Que me sigan miles de cabrones

Raperos como yo al día de hoy
Ya no hay ninguno vivo
Con las letras del calibre
De la mierda que yo escribo

Hasta la Ley Federal sobre armas
De fuego y explosivos
Contempla la prohibición
De lo que digo cuando rimo

Y va mi mente elucubrando porquerías
Dando forma lentamente
A todas esas rimas mías

Las regalo a todo aquel loco
Que me las pedía
Pero van dedicadas
Para los que no las querían

Mis barras son duras
Mis letras van sin censura
Las rimas te las adorno
Las verdades van crudas

Fina y pura es la mierda
Que mi mente formula
Con versos de esta altura
El resto parece basura

Y que no haya duda, loco
De lo mío esto es solo un poco
Una fracción de la mitad
De todo lo que tengo en el coco

Por supuesto que lo noto
Lo que con versos provoco
Por eso lo hago diferente
A como lo hacen los otros

Para mí esto no es negocio
Yo no busco tener clientes
Por eso nunca voy a escribir
Canciones complacientes

No busco un número ingente
De fanáticos fervientes
Con lo que ahora ya me siguen
Me parece suficiente

Mi mensaje es contundente
Rapeo más que otros cabrones
Y aunque me miren trenzudo
Mi escuela son los pelones

Mis dones por exhibo
En cada una de mis canciones
Y en muy pequeñas porciones
Ñara no causar lesiones

(Snff ¡ah! Jaja)
Máquina A.K. a prieto maldito
La holygang de la 656

Anaprayork en la casa
Jaicy rompiéndola en el beat
Como siempre perros

Estaba rapeando con M de Máquina
Pero ahora voy a rapear con W
Del más Wrande jaja

Com W de Wrande

E aí, máquina
Por que você não faz umas músicas
Como as dos outros rappers?

Não sei, Bob Esponja
Estragaria nosso estilo

Não faço músicas pra vagabundos
Nem pra pseudo-intelectuais
Eu faço teses doutorais
Sobre as instrumentais

Sou alérgico a beats
Me dá uma náusea incontrolável
Assim que me colocam um
Começo a vomitar verdades letais

São todas essas rimas que escrevo
Nas quais sem nenhum pudor
Descrevo o que vivo
Não meço, nem censuro

Aquilo que com rimas digo
Não busco que moleques idiotas
Se identifiquem comigo

Opiniões lapidares
Posturas contestatórias
Parezco piromaníaco
Mano, minhas letras são incendiárias

Com o rap da minha cidade
Em condições tão precárias
Todas as barras que jogo
Se tornaram necessárias

Continuo sem ter grana
Meus vídeos eu te dou
Pois ninguém poderia me pagar
Se eu cobrasse o que valho

"Tira uma foto, mano"
Ouço isso toda vez que saio
Me surpreende que isso aconteça
Em qualquer lugar que eu ando

No começo de dezenove
Não tinha nem inscritos
E agora, nesse momento
Milhares dão play nas minhas músicas

Desde Anapra em Ciudad Juárez
Eu toco até em outras nações
E meu único salário é
Que milhares de caras me sigam

Rappers como eu, hoje em dia
Não há nenhum vivo
Com letras do calibre
Da merda que eu escrevo

Até a Lei Federal sobre armas
De fogo e explosivos
Contempla a proibição
Do que digo quando rimo

E vai minha mente elucubrando porcarias
Dando forma lentamente
A todas essas rimas minhas

As dou de presente a todo maluco
Que me pedia
Mas vão dedicadas
Para os que não queriam

Minhas barras são pesadas
Minhas letras vão sem censura
As rimas eu enfeito
As verdades vão cruas

Fina e pura é a merda
Que minha mente formula
Com versos dessa altura
O resto parece lixo

E que não haja dúvida, mano
Do que é meu, isso é só um pouco
Uma fração da metade
De tudo que tenho na cabeça

Claro que eu percebo
O que com versos provoquei
Por isso faço diferente
Do jeito que os outros fazem

Pra mim isso não é negócio
Não busco ter clientes
Por isso nunca vou escrever
Músicas complacentes

Não busco um número imenso
De fãs fervorosos
Com o que agora já me seguem
Me parece suficiente

Minha mensagem é contundente
Rapeio mais que outros caras
E embora me vejam de trança
Minha escola são os carecas

Meus dons eu exibo
Em cada uma das minhas músicas
E em porções bem pequenas
Pra não causar lesões

(Snff ¡ah! Jaja)
Máquina A.K. a preto maldito
A holygang da 656

Anaprayork na casa
Jaicy detonando no beat
Como sempre, cachorro

Estava rapando com M de Máquina
Mas agora vou rapar com W
Do mais Wrande, jaja

Composição: Máquina de Fuego