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Areias Movediças

Mara Sattei

Sabbie Mobili

E passo il tempo a chiedere se basta perdere
E non chiedo più se mi senti e pensi
(Lascio andare te e quello che non c'è)
E passo il tempo a chiedere se lascio perdere
E non dormo più se mi cerchi e pensi
Che non so più cos'è l'amore
Dimmi quanto pesa l'amore
O quanto ci cambia il dolore
Quando solo in parte si muore

Chiudo tutto e lo ribalto intanto
Come sabbia sulle dita cade giù
Come le ciglia che chiudo e poggio
Tutti i miei stupidi rimproveri
Sono un gatto che perlustra un posto
Sopra i tetti di una città guarda giù
Come la tinta di un muro rotto
Tutti i miei stupidi ricordi qui
E mi chiudo dentro un posto che fa per me
Penso il mare è bello quando è mosso, batte forte
Le mani di un applauso fuori posto ed i miei castelli
Come sabbie mobili e mi affosso nei fossi in pieno
Poi faccio fatica, ma non posso, sciolgo trecce
Lo specchio sembra un quadro che conosco, da appendere
Le luci di una strada il cuore nostro, sì, più un tunnel
Che guardiamo lontano, forse troppo da credere

E passo il tempo a chiedere se basta perdere
E non chiedo più se mi senti e pensi
(Lascio andare te e quello che non c'è)
E passo il tempo a chiedere se lascio perdere
E non dormo più se mi cerchi e pensi
Che non so più cos'è l'amore
Dimmi quanto pesa l'amore
O quanto ci cambia il dolore
Quando solo in parte si muore

Penso a qualche cosa persa, capirò
Non cercarmi spesso, è troppo farlo adesso
E poi ho tasselli sparsi come un puzzle c'ho
Combaciano o è un difetto e poi li inverto adesso
E penso a quanto ho fatto o forse sparirò
Dalle scintille innesco e il buio sembra intenso
E poi la nebbia è un velo, sì, davanti agli occhi
E ci disegno dentro, il mondo sembra un cerchio

E passo il tempo a chiedere se basta perdere
E non chiedo più se mi senti e pensi
(Lascio andare te e quello che non c'è)
E passo il tempo a chiedere se lascio perdere
E non dormo più se mi cerchi e pensi
Che non so più cos'è l'amore
Dimmi quanto pesa l'amore
O quanto ci cambia il dolore
Quando solo in parte si muore

Areias Movediças

E passo o tempo perguntando se é suficiente perder
E não pergunto mais se você me ouve e pensa
(Deixo você ir e o que não está lá)
E passo o tempo perguntando se deixo pra lá
E não durmo mais se você me procura e pensa
Que não sei mais o que é o amor
Diga o peso do amor
O quanto a dor nos muda
Quando apenas em parte se morre

Eu fecho tudo e viro de cabeça para baixo
Como areia que escorre pelos dedos
Como os cílios que fecho e repouso
Todos os meus tolos reproches
Sou um gato que explora um lugar
Sobre os telhados de uma cidade olha para baixo
Como a tinta de uma parede quebrada
Todos os meus tolos lembranças aqui
E me fecho em um lugar que é para mim
Penso que o mar é bonito quando está agitado, bate forte
As mãos de um aplauso fora de lugar e meus castelos
Como areias movediças e me afundo nos fossos profundos
Depois tenho dificuldade, mas não posso, solto tranças
O espelho parece um quadro que conheço, para pendurar
As luzes de uma rua, nosso coração, sim, mais um túnel
Que olhamos de longe, talvez longe demais para acreditar

E passo o tempo perguntando se é suficiente perder
E não pergunto mais se você me ouve e pensa
(Deixo você ir e o que não está lá)
E passo o tempo perguntando se deixo pra lá
E não durmo mais se você me procura e pensa
Que não sei mais o que é o amor
Diga o peso do amor
O quanto a dor nos muda
Quando apenas em parte se morre

Penso em algo perdido, vou entender
Não me procure com frequência, é muito fazer isso agora
E então tenho peças espalhadas como um quebra-cabeça
Elas se encaixam ou é um defeito e então inverto agora
E penso em tudo que fiz ou talvez desapareça
Das faíscas que acendo e a escuridão parece intensa
E então a névoa é um véu, sim, diante dos olhos
E desenho dentro, o mundo parece um círculo

E passo o tempo perguntando se é suficiente perder
E não pergunto mais se você me ouve e pensa
(Deixo você ir e o que não está lá)
E passo o tempo perguntando se deixo pra lá
E não durmo mais se você me procura e pensa
Que não sei mais o que é o amor
Diga o peso do amor
O quanto a dor nos muda
Quando apenas em parte se morre