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Diário da Morte

Marc Almond

Deaths Diary

On Monday I took a flower
Dried it in my hand
Covered it in poison
And I threw it on the land
On wasted ground it tried to root
But choked upon the sand

And there's room in my diary for you, my friend
And there's room in my diary for you

On Tuesday I took a bird
Such pain to hear it sing
I blackened it with petrol
And oiled its little wings
I tainted the breeze
As I threw it to the wind

And there's room in my diary for you, my friend
And there's room in my diary for you

On Wednesday I took a man
He begged please help me die
For he lay in pain and suffering
It made his loved ones cry
I can be terrible and gentle
In the blinking of an eye

And there's room in my diary for you, my friend
And there's room in my diary for you

On Thursday I took a woman
Heavy with a child
My old friend Rape had paid a visit
Had stayed a little while
In a back street I touched her
With a wire and a smile

And there's room in my diary for you, my friend
And there's room in my diary for you

On Friday I took a city
Cursed it with a plague
Powdered crystals, smoking pipes
To crush and to enslave
And a row of dirty needles
Lines the route onto the grave

And there's room in my diary for you, my friend
And there's room in my diary for you

On Saturday I took a country
Praying for the rain
Parched throats and swollen lips
Without a harvest grain
And I wiped out generations
And I'd do it all again

And there's room in my diary for you, my friend
And there's room in my diary for you

On Sunday I took the world
A bomb I did employ
Seven days to create life
And one day to destroy
Every woman every man
Every girl and boy

And there's room in my diary for you, my friend
And there's room in my diary for you

Now as I close my diary
And I've made my final date
I blow away the ashes
And I stoke the smoking grate
I've no distinction between pain and joy
No line twixt love and hate

There's no room in my diary for you, my friend
There's no room in my diary for you

Diário da Morte

Na segunda-feira eu peguei uma flor
Secando na minha mão
Cobri de veneno
E joguei no chão
Em solo arruinado tentou enraizar
Mas se sufocou na areia

E há espaço no meu diário pra você, meu amigo
E há espaço no meu diário pra você

Na terça-feira eu peguei um pássaro
Dói tanto ouvir ele cantar
Eu o enegreci com gasolina
E oleei suas asinhas
Contaminei a brisa
Enquanto o jogava ao vento

E há espaço no meu diário pra você, meu amigo
E há espaço no meu diário pra você

Na quarta-feira eu peguei um homem
Ele implorou, por favor, me ajude a morrer
Pois ele estava em dor e sofrimento
Fazia seus amados chorar
Posso ser terrível e gentil
Num piscar de olhos

E há espaço no meu diário pra você, meu amigo
E há espaço no meu diário pra você

Na quinta-feira eu peguei uma mulher
Grávida de um filho
Meu velho amigo Estupro tinha feito uma visita
E ficou um tempinho
Numa rua de trás eu a toquei
Com um fio e um sorriso

E há espaço no meu diário pra você, meu amigo
E há espaço no meu diário pra você

Na sexta-feira eu peguei uma cidade
A amaldiçoei com uma praga
Cristais em pó, cachimbos fumegantes
Pra esmagar e escravizar
E uma fileira de agulhas sujas
Alinha o caminho até o túmulo

E há espaço no meu diário pra você, meu amigo
E há espaço no meu diário pra você

No sábado eu peguei um país
Orando pela chuva
Gargantas secas e lábios inchados
Sem grão de colheita
E eu apaguei gerações
E faria tudo de novo

E há espaço no meu diário pra você, meu amigo
E há espaço no meu diário pra você

No domingo eu peguei o mundo
Uma bomba eu usei
Sete dias pra criar a vida
E um dia pra destruir
Toda mulher, todo homem
Toda menina e menino

E há espaço no meu diário pra você, meu amigo
E há espaço no meu diário pra você

Agora que fecho meu diário
E fiz minha data final
Eu sopro as cinzas
E atiço a brasa fumegante
Não vejo distinção entre dor e alegria
Nenhuma linha entre amor e ódio

Não há espaço no meu diário pra você, meu amigo
Não há espaço no meu diário pra você

Composição: