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Trem Local

Marcella Bella

Treno Locale

Scompartimento di un treno locale
Facce stanche,
Gente che torna a casa,
Dopo una giornata come tante
E basta,

Poi sale anche Giovanna,
Che ho perso un po' di vista
"Ciao, ma quanto tempo"
Incomincio a parlare come una volta
E sa quasi tutto di tutti,
Non è cambiato niente

Ecco che sta parlando di sua cugina Anna
Che va con tutti,
E poi, e poi del figlio del notaio
Che fa impazzire suo padre
Finirà in prigione,

E poi di Giulio Bini
Che si è sposato ieri in comune con una,
E aspetta un figlio
Me lo dice così, come se niente fosse,
E mi sento morire lentamente,

No, no, no, no
Non credo, non è vero no,
No, non può essere così
No, no, no, no
Mi aveva appena scritto da Milano
Che, che mi voleva sempre

Il battito del cuore,
Copre quello delle ruote,
Sto impazzendo
Dal finestrino gli alberi mi scappano via,
Come ombre nere,
Sto morendo,

Per chi, per cosa
Andare avanti e indietro con un treno
Che non ha stazione
Per chi, per cosa
Questa assurda vita,
Che è rimasta senza un'illusione

No, no, no, no
Non è possibile,
Non credo, non è vero no
No, non può essere così
No, no, no, no
Mi aveva appena scritto da Milano
Che, che, che mi voleva sempre
No, no, no, no
Non credo, non è vero…

Trem Local

Compartimento de um trem local
Rostos cansados,
Gente voltando pra casa,
Depois de um dia como tantos
E chega,

Então entra a Giovanna,
Que eu perdi um pouco de vista
"Oi, quanto tempo!"
Começo a falar como antes
E sabe quase tudo de todo mundo,
Nada mudou,

Olha, ela tá falando da prima Anna
Que sai com todo mundo,
E depois, e depois do filho do tabelião
Que deixa o pai dele maluco
Vai acabar na cadeia,

E depois do Giulio Bini
Que se casou ontem no cartório com uma,
E tá esperando um filho
Me conta assim, como se nada fosse,
E eu me sinto morrer devagar,

Não, não, não, não
Não acredito, não é verdade não,
Não, não pode ser assim
Não, não, não, não
Ele tinha acabado de me escrever de Milão
Que, que sempre me queria

O batimento do coração,
Cobre o das rodas,
Tô pirando
Pela janela, as árvores fogem de mim,
Como sombras negras,
Tô morrendo,

Por quem, por quê
Seguir indo e voltando com um trem
Que não tem estação
Por quem, por quê
Essa vida absurda,
Que ficou sem uma ilusão

Não, não, não, não
Não é possível,
Não acredito, não é verdade não
Não, não pode ser assim
Não, não, não, não
Ele tinha acabado de me escrever de Milão
Que, que, que sempre me queria
Não, não, não, não
Não acredito, não é verdade…

Composição: