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Lá na Fronteira

Marcello Caminha

Letra

    Lá d'onde o campo enfrena o dia abrindo o peito
    No velho jeito de tirar zebu da grota
    Se ata espora pra um torão de fundamento
    Passando um tento embaixo do taco da bota

    Lá d'onde o touro mais "veiaco" tem costeio
    Um par de arreio é ferramenta de valor
    A vaca xucra esconde a cria na macega
    E a cavalhada não nega que por lá hay domador!

    Lá d'onde as penas se transformam em melodias
    Na campeira sinfonia de "coscoja" e nazarenas
    Almas antigas rondam galpões nas estâncias
    Pois são grandes as distâncias e as saudades tão pequenas

    Lá d'onde ainda ecoa forte um "venha, venha!"
    Chamando a tropa no reponte das auroras
    A bagualada segue atrás da égua madrinha
    Na velha estrada da linha, serpenteando tempo afora

    Lá na fronteira, os tajãs, por contingêngia
    Contrabandeiam querência, ora pra um lado ora pra outro!
    Se ganha a vida a casco e braço nos varzedos
    Se aprende cedo a "ensiná" a lida pra um potro

    Lá na fronteira, na amplidão das invernadas
    Se termina a campereada quando o sol apaga as brasas
    Então se volta, a trotezito, assoviando
    Pra matear junto da china no jardim defronte 'as casa'

    Composição: Anomar Danubio Vieira / Marcello Caminha. Essa informação está errada? Nos avise.

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