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PRA CURAR A DOR DO MUNDO

Marcelo D2

LetraSignificado

    No clarão de Zambiapungo
    Malungo deitou pra Tempo
    Macura Dilê, meu dengo
    Tempo macura Dilê

    Quem curou a dor do mundo
    No tronco da gameleira
    Fez mingau de carueira
    Canjica no Canjerê
    Bota o mel no coco verde
    Não breca o bote da onça
    Chama o caboclo de lança
    Faz moqueca pro erê

    No clarão de Zambiapungo
    Malungo deitou pra Tempo
    Macura Dilê, meu dengo
    Tempo macura Dilê

    Não sabe onde o sonho cessa
    Quem na mata a fera amansa
    Pra vida bate cabeça
    Dribla a morte enquanto dança
    Alimenta o tambor
    Dá o doboru de Kavungo
    Mugunzá e orobô
    Pra curar a dor do mundo

    No clarão de Zambiapungo
    Malungo deitou pra Tempo
    Macura Dilê, mеu dengo
    Tempo macura Dilê

    E se tivеr com muita água, é só deixar
    Tempera ele e deixa ele cozinhar que ele vai apurando, tá?
    Sem tampa, com a panela destampada
    (One more time)

    Tempo espalha a semente
    E o pão que a mão amassou
    Passado ampara o presente
    Futuro é de quem lembrou
    E sabe que o tempo passa
    O tempo nunca adormece
    Zaratempo só abraça
    Quem no tempo permanece

    No clarão de Zambiapungo
    Malungo deitou pra Tempo
    Macura Dilê, meu dengo
    Tempo macura Dilê
    No clarão de Zambiapungo
    Malungo deitou pra Tempo
    Macura Dilê, meu dengo
    Tempo macura Dilê
    Macura Dilê, meu dengo
    Tempo macura Dilê

    O que eu vi, sou eu
    O que eu senti, que eu sofri, sou eu
    Sou eu quando eu quero, até quando eu não quero ser
    Por isso, eu só morro quando o meu samba morrer
    Sou eu andando fora da linha
    Sou eu andando nos trilhos
    Sou eu no sorriso dos meus antepassados
    E também no sorriso dos meus filhos
    Sou eu na dor e no prazer
    Por isso, eu só morro quando o meu samba morrer
    Eu sou a força da minha mãe e a fraqueza dela também
    Sou a alegria do meu pai e a tristeza dele também
    Sou novo, tradição, sou rap, samba no pé
    Soldado filho de Ogum, certeza do meu axé
    De tudo que passou por mim, eu sou o que eu posso ser
    Por isso, eu só morro quando o meu samba morrer

    Composição: Luís Antonio Simas / Marcelo Peixoto / Vinicius Leonard Moreira. Essa informação está errada? Nos avise.

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