395px

Do Outro Lado do Rio

Marco Conidi

Dall'altra Parte Del Fiume

Mio padre mi lasciò un orologio d'oro del '63
come a dire che...
Attento ragazzo il tempo non aspetta
le cose che non dici mai
diventeranno cose che non sentirai...
le cose che non dai
diventeranno cose che poi non prenderai...
E mi portava qui
davanti a questo fiume ... come oggi qui
e gli dicevo
Si...la vita che voglio non sarà così...
prendere tutto e darsi a metà
mezze bugie, mezze verità
scoprire gli altri senza scoprirsi mai
sempre bene attento a quello che fai

Lui mi diceva
Guarda laggiù
oltre le case, oltre quel buio, guarda laggiù

Dall'altra parte del fiume la vita sorride e se ne va
io resto fermo a guardere oltre le luci della città
da questa parte del fiume restiamo io e te
da questa parte.....chissà perché

Scendevamo di notte verso quel litorale
forse in fondo potevamo provare
a lasciarci alle spalle questa vecchia città
il suo buio, la sua velocità
Tu dicevi - Tesoro, non le vedi le stelle
non ne ho viste mai tante così grandi e belle...
Se coprissero tutto, anche il nostro viso
con un' ora di pace, con un grosso sorriso

E io alzavo il tettino cosicché i tuoi capelli
ingrossati dal vento fossero più belli
costeggiando quel fiume potevamo arrivare
in un posto sicuro...dove stare a guardare

Tu mi dicevi
Guarda laggiù
oltre le case, oltre quel buio, guarda laggiù

Dall'altra parte del fiume la vita sorride e se ne va
io resto fermo a guardere oltre le luci della città
da questa parte del fiume restiamo io e te
da questa parte.....chissà perché

Da questa parte del fiume restiamo io e te
mentre la vita...chissà dov'è

Do Outro Lado do Rio

Meu pai me deixou um relógio de ouro de '63
como quem diz que...
Cuidado, garoto, o tempo não espera
as coisas que você nunca diz
se tornam coisas que você nunca vai sentir...
as coisas que você não dá
se tornam coisas que você nunca vai pegar...
E ele me trazia aqui
na frente desse rio... como hoje aqui
e eu dizia
Sim... a vida que eu quero não vai ser assim...
pegar tudo e se dar pela metade
meias mentiras, meias verdades
descobrir os outros sem se descobrir nunca
sempre bem atento ao que você faz

Ele me dizia
Olha lá embaixo
além das casas, além daquela escuridão, olha lá

Do outro lado do rio a vida sorri e vai embora
eu fico parado olhando além das luzes da cidade
daqui desse lado do rio ficamos eu e você
daqui desse lado..... quem sabe por quê

Descíamos à noite em direção àquela praia
talvez no fundo pudéssemos tentar
deixar essa velha cidade para trás
o seu escuro, a sua velocidade
Você dizia - Amor, não vê as estrelas?
Nunca vi tantas assim, tão grandes e lindas...
Se cobrissem tudo, até nosso rosto
com uma hora de paz, com um grande sorriso

E eu levantava a capota para que seus cabelos
bagunçados pelo vento ficassem mais bonitos
seguindo aquele rio poderíamos chegar
em um lugar seguro... onde ficar olhando

Você me dizia
Olha lá embaixo
além das casas, além daquela escuridão, olha lá

Do outro lado do rio a vida sorri e vai embora
eu fico parado olhando além das luzes da cidade
daqui desse lado do rio ficamos eu e você
daqui desse lado..... quem sabe por quê

Daqui desse lado do rio ficamos eu e você
enquanto a vida... quem sabe onde está

Composição: