395px

Amar Mal

Marco Masini

Quererse mal

No me toques, no me mires,
o te estampo contra el muro,
no soporto a las mujeres
de cerebro casi nulo.
Esta vez no terminamos
con murmullos en la cama,
ni en la ofensa, ni en la angustia
de un orgasmo con desgana.

No, y cuando digo no, es...

Si, es verdad, te la he pegado
y con tu mejor amiga,
pero tu ya te has vengado
con aquel maldito idiota.
Es verdad que estamos hartos,
damos vueltas de peonza,
en las noches de pastillas
para adormecerse al alba.

No, que no, a todo esto digo no,
y no, a toda costa digo no.

Quererse mal es morirse de amor,
es mirarse al espejo en un cuarto por horas.
Quererse mal es un mal sueno obsceno,
el grito final, es la orgía sin freno,
es una guadaña que todo lo arrasa ante ti, así...

Y a todo esto digo no,
y no, y a toda costa digo no.

Tu que compras las revistas
de princesas, de magnates,
te desnudas y te vistes
hasta para ir al retrete.
Eres como fue tu madre,
casi siempre en contra mía,
como hacía con tu padre,
como lo mató la arpía.

No, que no, y a toda costa digo no,
que no, y cuando digo no, es no.

Y quererse mal es un largo camino,
un pozo sin fondo, un bastardo destino,
el gusto cobarde de hacer que se acabe
la historia que apenas comienza a crearse,
tomar a los otros de contrafigura de ti, de mi.

Y cuando digo no, es no, que no, que no, que no.

Y quererse mal es lo que nos separa,
se aprende en la escuela, lo enseñan en casa,
es miedo al amor, esa es nuestra cultura,
querer ser mejores, sinceros, profundos
y en cambio la luna se escapa del mundo, de ti, de mi.

Y a todo esto digo no,
que no, y a toda costa digo... no.

Amar Mal

Não me toca, não me olha,
ou te jogo contra a parede,
não suporto as mulheres
de cérebro quase nulo.
Dessa vez não terminamos
com sussurros na cama,
nem na ofensa, nem na angústia
de um orgasmo sem vontade.

Não, e quando digo não, é...

Sim, é verdade, te traí
e com a sua melhor amiga,
mas você já se vingou
com aquele idiota desgraçado.
É verdade que estamos cansados,
damos voltas como pião,
nas noites de comprimidos
pra dormir até o amanhecer.

Não, que não, a tudo isso digo não,
e não, a toda costa digo não.

Amar mal é morrer de amor,
é se olhar no espelho em um quarto por horas.
Amar mal é um péssimo sonho obsceno,
é o grito final, é a orgia sem freio,
é uma foice que arrasa tudo diante de você, assim...

E a tudo isso digo não,
e não, e a toda costa digo não.

Você que compra as revistas
de princesas, de magnatas,
se despindo e se vestindo
tanto pra ir ao banheiro.
Você é como foi sua mãe,
quase sempre contra mim,
como fazia com seu pai,
como a arpía o matou.

Não, que não, e a toda costa digo não,
que não, e quando digo não, é não.

E amar mal é um longo caminho,
um poço sem fundo, um destino bastardos,
o gosto covarde de fazer acabar
a história que mal começa a se criar,
tomar os outros como figurantes de você, de mim.

E quando digo não, é não, que não, que não, que não.

E amar mal é o que nos separa,
se aprende na escola, ensinam em casa,
é medo do amor, essa é nossa cultura,
querer ser melhores, sinceros, profundos
e em troca a lua escapa do mundo, de você, de mim.

E a tudo isso digo não,
que não, e a toda costa digo... não.

Composição: Marco Masini