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Se Nós Aprendêssemos

Marco Mengoni

Se Imparassimo

Hai l’auto più veloce per restare fermo
La dieta per chi vuole vivere in eterno
Mille serrature per il tuo palazzo
Un analista per non diventare pazzo

Un hobby, le tue regole, una vita sana
Lo yoga, la tua spesa, fine settimana
Un cane che obbedisce solo al suo padrone
Gli addominali che sognavi alla televisione

Hai un mutuo di due secoli per una stanza
E venderesti l’anima per la vacanza
Fretta di arrivare e non sapere dove
La vita uccide la tua vita e non lascia prove

E tu una faccia uguale ma così diversa
Che sei tornato in pace da una guerra persa
Ti chiedi se c’è un posto per ricominciare
Sarebbe così facile

Se imparassimo
Che le parole non bastano
Che le occasioni si perdono
E non ritornano mai, lo sai
Se capissimo
Perché I silenzi ci chiudono
Perché gli idioti comandano
E ci ripetono di guardare e non toccare

Sono stato polvere in balia del vento
Lasciando che la pioggia mi scavasse dentro
Venuto come un ladro a saccheggiare il mondo
La vita fugge tra le dita e non fa rumore

E mentre il sole sta per scivolare a fondo
Ti allontani sul sentiero di un ricordo
E se il tuo amore è il posto per ricominciare
Sarebbe così facile

Se imparassimo
Che le parole non bastano
Che le occasioni si perdono
E non ritornano mai, lo sai
Se capissimo
Perché I silenzi ci chiudono
Perché gli idioti comandano
E ci ripetono di guardare e non toccare

Tienimi le mani, ho troppe vite da dimenticare
Sono stato schiavo e padrone di un’allucinazione
Non ho avuto mai nessuna voglia d’essere normale
Di ridere a comando e amare l’ombra del bastone

Se Nós Aprendêssemos

Tu tens o carro mais rápido para ele ficar parado
A dieta àqueles que querem viver para sempre
Mil fechaduras para o teu palácio
Um analista para tu não enlouqueceres

Um passatempo, as tuas regras, uma vida saudável
Ioga, as tuas compras, fins-de-semana
Um cão que só obedece ao seu dono
Os abdominais com que tu sonhaste na televisão

Tu tens uma hipoteca de dois séculos para um quarto
E tu venderias a alma para umas férias
Com pressa de chegar e sem saber onde
A vida mata a tua vida e não deixa provas

E o teu rosto é o mesmo, mas tão diferente
Que tu regressaste em paz de uma guerra perdida
Tu perguntas-te se existe um lugar para recomeçar
Seria tão fácil

Se nós aprendêssemos
Que as palavras não bastam
Que as oportunidades perdem-se
E elas nunca mais voltam, você sabe
Se nós compreendêssemos
Porque os silêncios fecham-nos
Porque os idiotas comandam
E eles dizem-nos para nós olharmos e não tocarmos

Eu era pó à mercê do vento
Deixando que a chuva escavasse dentro de mim
Vindo como um ladrão para saquear o coração
A vida foge pelos meus dedos e não faz barulho

E como o Sol está prestes a pôr-se
Tu vais-te embora no caminho de uma memória
E se o teu amor é o lugar para recomeçar
Seria tão fácil

Se nós aprendêssemos
Que as palavras não bastam
Que as oportunidades perdem-se
E elas nunca mais voltam, você sabe
Se nós compreendêssemos
Porque os silêncios fecham-nos
Porque os idiotas comandam
E eles dizem-nos para nós olharmos e não tocarmos

Dá-me as mãos, eu tenho demasiadas vidas para esquecer
Eu fui escravo e mestre de uma alucinação
Eu nunca tive qualquer desejo de ser normal
De rir sob comando e amar a sombra do pau

Composição: