
Grupo A (part. Filipe da Guia e Coletivo Candiero)
Marco Telles
A vida vale mais
Eis a lição que os convidados daquela ceia importante estavam prestes a receber
Ali está Jesus, na casa de um fariseu ilustre
Veja quanta gentileza, nosso amado Mestre sentando-se à mesa dos fariseus
Estamos no capítulo 14 de Lucas
No 15, Ele vai estar sentado na calçada com pecadores e publicanos
Todos são alvo de Sua mensagem
Ricos e pobres, religiosos, errantes
Não é difícil demais pra Cristo encontrar-se com o rico Zaqueu
Ou passar uma noite conversando com o importante Nicodemos
Ou ainda demorar-se no poço ao lado de uma mulher de péssima fama
Sem nome, nem título
Nos barcos com pescadores, no templo com pregadores
Cristo está habituado a sentar-se em qualquer mesa
Sem distinção
E iluminar a todos com a beleza de Sua mensagem
Alguns são ofuscados por essa luz a ponto de cegar
Finalmente podem ver
Outros, são banidos na sombra pela mesma luz
Aqui, no capítulo 14 deste que é o evangelho dos pobres
Lucas registra uma das parábolas mais bonitas de Jesus
Gente importante na mesa, se espremendo pelos melhores lugares
E servindo-se de suas próprias ganâncias
Enquanto na marginal daquela reunião
Um doente espera pela generosidade de alguém
Todos atravessam pra entrar naquele lugar
Apenas Jesus permite-se ser atravessado por ele
É sábado
Jesus entende o risco que corre diante de Seus anfitriões
Se decidir quebrar com a tradição do sábado e curar aquele pobre homem
O compromisso de Jesus não é com a tradição, graças a Deus
Esse é o compromisso dos religiosos
Eles precisam que a tradição se mantenha rígida como um muro alto de proteção
Qualquer ameaça a essa fortaleza milenar fica do lado de fora
Fica às portas do banquete, não senta na mesa
Mas o compromisso de Jesus não é o mesmo dos religiosos tradicionais
Seu compromisso é com a vida
O sábado aponta pro valor supremo da lei, a vida
Deus deu o sábado pra preservação da vida
Assim como toda lei foi entregue exatamente pra esse fim
Os fariseus usavam a lei do sábado agora pra manutenção do seu sistema religioso
E então Jesus decide usar o sábado pra apontar o valor eterno da lei, a vida
E tomando o homem pela mão, Jesus o curou e o deixou ir
Agora sim, vamos sentar e comer
Enquanto um de seus irmãos estivesse com a vida em frangalhos
Às portas daquela ceia, Jesus se recusaria em entrar, em banquetear
Mas agora que o homem está com a sua vida reestabelecida e sua dignidade devolvida
Agora que sai feliz e chorando de alegria, de pé, como um filho
Agora sim, agora sim, vamos sentar e comer
De um lado tem gente brigando pelos melhores lugares
Do outro lado, tem gente pedante
Que se acha merecedor demais daquelas honrarias de banquete
E o nosso Jesus, com olhar de ternura e muita atenção, observa a todos
Pra uns, diz que melhor é esperar pela honra que vem de fora
Do que cavar pra si mesmo o mérito
Os que se exaltam acabam sendo humilhados
Mas os que se humilham são exaltados, Ele vai dizer isso
Pra outros, Jesus instrui que melhor é dar festa pra quem não pode devolver o favor
Chamei os pobres, os cegos, os que estão nas marginais
E recebem sua gentileza com absoluta alegria, sem calcular o troco
Porque simplesmente não podem pagar
A sua recompensa virá no fim, na eternidade
Quando os justos estiverem sendo reunidos
Então você também entrará na festa
Ouvindo essa palavra de Jesus, alguém suspira uma belíssima frase
Feliz aquele que comer pão no reino do céu
E essa belíssima frase é a chave que abre a porta da parábola do grande banquete
É o calor necessário pra eclodir uma das mais belas histórias
Que Cristo, o contador de histórias, deixou pra nós
É a frase certa nos lábios errados, sim
Será feliz aquele que comer no banquete de Deus, mas não
Esse lugar não é pra quem julga merecê-lo, não é
Deixa eu tentar desenhar
Certo homem estava preparando um grande banquete
E convidou muitas pessoas
Na hora de começar, enviou seu servo para dizer aos que haviam sido convidados
Venham, pois tudo já está pronto
Não sabemos quem é este homem
Mas podemos supor que se tratava de alguém muito rico e poderoso
Somente as majestades costumavam oferecer festas com tamanha magnitude
Como sabemos que a festa era assim tão grande?
Ela possuía dois convites
Um, que se encaminhava com a antecedência necessária
Outro, que é enviado no dia da festa
Este segundo convite era com uma caravana que descia do palácio, em festa
Gritando sobre o banquete, animando os que haviam sido convidados
Funcionava como uma prévia da festa na rua
Assim, os convidados que tecnicamente estariam se arrumando
Ficavam ainda mais eufóricos, imaginando o que estaria por vir
E os que não haviam sido convidados
Podiam provar um pouco do sabor daquela festa restrita dos ricos
Mas dessa vez aconteceu algo curioso
Os convidados cuidadosamente escolhidos viraram as costas pro convite, todos
Como se num acordo secreto feito nas sombras, decidissem que não valeria a pena
Assim, cada um oferece uma desculpa ridícula
Os que estão na mesa, ouvindo o contador de histórias
Provavelmente riram diante destas desculpas esfarrapadas
Eles ainda não entendiam que Jesus estavam falando sobre eles, por isso riam
Quando somos nós os ridículos, a graça acaba, não é assim?



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