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Tambores da Realidade

Marcos Rogério Dos Santos

Letra

    Tem um profeta na esquina, vendendo verdades por trocados
    Seus olhos, gastos, já viram mil anos passados
    No jornal de ontem, as mesmas mentiras de sempre
    E o vendedor de flores continua sorridente
    Enquanto os carros passam, levando sonhos embalados
    E os relógios marcam o tempo dos desesperados

    Ei, senhor do tempo
    Quanto custa uma hora da sua atenção?
    Ei, dona da verdade
    Quanto vale o preço da sua salvação?
    Porque os ventos estão mudando
    Mas ninguém tá prestando atenção
    E as respostas ainda sopram
    Na direção do furacão

    O poeta cego da praça central
    Enxerga mais longe que a torre da catedral
    Suas palavras dançam, como folhas ao vento
    Enquanto os sábios pregam seu falso momento
    E nas vielas dos subúrbios esquecidos
    Os tambores tocam ritmos proibidos

    Ei, senhor do tempo
    Quanto custa uma hora da sua atenção?
    Ei, dona da verdade
    Quanto vale o preço da sua salvação?
    Porque os ventos estão mudando
    Mas ninguém tá prestando atenção
    E as respostas ainda sopram
    Na direção do furacão

    O palhaço triste, pintando sua máscara
    Com as cores que sobraram da última catástrofe
    Na fila do pão, as crianças ainda cantam
    Sobre um futuro que os adultos já não alcançam
    E o trem das sete ainda passa, pontual
    Levando esperanças pro mesmo final

    E quem disse que o circo acabou?
    Quando o palco é a própria cidade
    Os artistas somos todos nós
    Dançando entre a mentira e a verdade
    Enquanto os tambores continuam
    A contar histórias antigas
    De um tempo que ainda não chegou
    Mas que todos já esqueceram

    O homem do tempo prevê tempestade
    Mas só chove dinheiro na outra metade
    Da cidade onde os muros são mais altos
    E os cachorros têm pedigree de asfalto
    Enquanto nas calçadas da realidade
    Os profetas continuam vendendo verdade

    E as resposta sempre estiverão nos olhos de quem nunca quis saber

    Ei, senhor do tempo
    Seus minutos estão contados na ampulheta da ilusão
    Ei, dona da verdade
    Suas mentiras já não cabem na palma da minha mão
    Porque os ventos não param de mudar
    E agora até os cegos podem ver
    Que as respostas sempre estiveram
    Nos olhos de quem nunca quis saber

    Eu tenho um palhaço triste, pintando sua máscara
    Com as cores que sobraram da última catástrofe
    Na fila do pão, as crianças ainda cantam
    Sobre um futuro que os adultos já não alcançam
    E o trem das sete ainda passa, ponto

    Composição: Marcos Rogério dos Santos. Essa informação está errada? Nos avise.

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