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Magerit

Marcos Vidal

Magerit

Te pusieron nombre de mujer
Y la luna q te vio nacer se puso
A sonreir, magerit.
Intuyendo tu hospitalidad y tus noches
Llenas de pasion tu franqueza y tu conversacion....

Yahora llueve,llueve,llueve sobre ti,
Y hay quien dice que dios llora lagrimas de azul añil.
Yllueve y lluve por todos los que ya no estan aqui
Nos han querido borrar del mapa, magerit.

Se mezclan la sangre y el sudor barro negro,blanco y de color
Todos son iguales ante el terrror,
Ya no hay distincion, ya no hay desden
Y las velas cubren el anden
Que esta vez la muerte vino en tren.

Y llueve,llueve.llueve sobre ti
La columna de humo negro flota y sube desde aqui
Y llueve y llueve por todos los que ya no estan aqui
Nos han querido borrar del mapa ,magerit.

Miles de gargantas gritan en tus calles ebrias de emociones
Y la paz sigue escondiendose en el fondo de los corazones
Que tienen fe para creer que sigue habiendo un cielo...

Un dia veremos florecer la semilla que este amancer
Enterro en nosotro sin querer
Y nos volveremos a encontrar en esta
Ocasion para cantar esta melodia por la paz,

Y llueve,llueve,llueve sobre ti
Este marzo se ha tragado toda la humedad de abril,
Y llueve y llueve por todos los que ya no estan aqui,
Nos han querido borrar del mapa magerit.
Y llueve,llueve,llueve sobre ti pero sigue
Sin borrar la sangre derramada en ti
Y llueve y llueve por todos los que ya no estan aqui,
Te has quedado en nuestra memoria,magerit
Nunca se olvidara tu historia,magerit
Y el mundo gira como una noria...

Magerit

Te deram nome de mulher
E a lua que te viu nascer sorriu
Pra você, Magerit.
Sentindo sua hospitalidade e suas noites
Cheias de paixão, sua sinceridade e sua conversa....

E agora chove, chove, chove sobre você,
E tem quem diga que Deus chora lágrimas de azul anil.
E chove e chove por todos que já não estão aqui
Querem nos apagar do mapa, Magerit.

Se misturam sangue e suor, barro negro, branco e colorido
Todos são iguais diante do terror,
Não há mais distinção, não há mais desprezo
E as velas cobrem a plataforma
Que dessa vez a morte veio de trem.

E chove, chove, chove sobre você
A coluna de fumaça negra flutua e sobe daqui
E chove e chove por todos que já não estão aqui
Querem nos apagar do mapa, Magerit.

Milhares de gargantas gritam nas suas ruas embriagadas de emoções
E a paz continua se escondendo no fundo dos corações
Que têm fé pra acreditar que ainda existe um céu...

Um dia veremos florescer a semente que este amanhecer
Enterrou em nós sem querer
E nos encontraremos de novo nesta
Oportunidade pra cantar essa melodia pela paz,

E chove, chove, chove sobre você
Esse março engoliu toda a umidade de abril,
E chove e chove por todos que já não estão aqui,
Querem nos apagar do mapa, Magerit.
E chove, chove, chove sobre você, mas continua
Sem apagar o sangue derramado em você
E chove e chove por todos que já não estão aqui,
Você ficou na nossa memória, Magerit
Nunca esqueceremos sua história, Magerit
E o mundo gira como uma roda-gigante...

Composição: