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A Cruz (part. Ulises de Rescate)

Marcos Vidal

La Cruz (part. Ulises de Rescate)

Y podría contar de ti cien mil historias
Y jamás te haría justicia, no
Y podría guardar por años tu memoria
Y proclamar tu gran noticia
Y aún haciendo lo que debo
Sigo aún debiendo todo a tu clemencia

Tu paciencia es más de lo que pueda imaginar
Ni en mil años te podría pagar
Y por más que aprenda, no logro comprender
La esencia de tu indescifrable amor
Que cada día me devuelve al mismo rojo amanecer
Cada mañana es volver a nacer

En la cruz
Donde primero vi la luz
Y las manchas de mi alma yo lavé
La realeza que se obstina
Tu cabeza que se inclina
Mi pobreza que termina en la cruz

Y he gozado los deleites de la vida
Y he surcado el mar abierto, oh
Y he mirado el cielo azul flotando
Sobre el amarillo del desierto

Y me sigo enamorando cada día
De la luz de la mañana
Y aun así, despierto siempre en el mismo lugar
En el monte que te oyó gritar, oh

Y por más que aprenda, no logro comprender
La esencia de tu indescifrable amor
Que cada día me devuelve el mismo rojo amanecer
Cada mañana el volver a nacer

En la cruz
Donde primero vi la luz
Y las manchas de mi alma yo lavé
La realeza que se obstina
Tu cabeza que se inclina
Mi pobreza que termina en la cruz

Y habrá una réplica para la Sixtina
Y pintará otro Velázquez las meninas
Y volverán las oscuras golondrinas
Pero nada igual a lo que un día se logró

En la cruz
Donde primero vi la luz
Y las manchas de mi alma yo lavé
Es mi brasa y es mi hoguera

Es mi casa y mi vereda
Todo pasa y todo queda en la cruz
La realeza que se obstina
Tu cabeza que se inclina
Mi pobreza que termina en la cruz

Es mi braza y es mi hoguera
Es mi casa y mi vereda
Todo pasa y todo queda
En la cruz

A Cruz (part. Ulises de Rescate)

E eu poderia contar de você cem mil histórias
E nunca faria justiça, não
E eu poderia guardar por anos sua memória
E proclamar sua grande notícia
E mesmo fazendo o que devo
Ainda devo tudo à sua clemência

Sua paciência é mais do que posso imaginar
Nem em mil anos conseguiria pagar
E por mais que aprenda, não consigo entender
A essência do seu amor indescifrável
Que a cada dia me traz de volta ao mesmo amanhecer vermelho
Cada manhã é renascer

Na cruz
Onde vi a luz pela primeira vez
E as manchas da minha alma eu lavei
A realeza que se obstina
Sua cabeça que se inclina
Minha pobreza que termina na cruz

E eu desfrutei dos prazeres da vida
E naveguei pelo mar aberto, oh
E olhei o céu azul flutuando
Sobre o amarelo do deserto

E continuo me apaixonando a cada dia
Pela luz da manhã
E mesmo assim, sempre acordo no mesmo lugar
Na montanha que te ouvi gritar, oh

E por mais que aprenda, não consigo entender
A essência do seu amor indescifrável
Que a cada dia me traz de volta ao mesmo amanhecer vermelho
Cada manhã é renascer

Na cruz
Onde vi a luz pela primeira vez
E as manchas da minha alma eu lavei
A realeza que se obstina
Sua cabeça que se inclina
Minha pobreza que termina na cruz

E haverá uma réplica para a Sixtina
E outro Velázquez pintará as meninas
E as escuras andorinhas voltarão
Mas nada se compara ao que um dia foi alcançado

Na cruz
Onde vi a luz pela primeira vez
E as manchas da minha alma eu lavei
É minha brasa e é minha fogueira

É minha casa e minha vereda
Tudo passa e tudo fica na cruz
A realeza que se obstina
Sua cabeça que se inclina
Minha pobreza que termina na cruz

É minha brasa e é minha fogueira
É minha casa e minha vereda
Tudo passa e tudo fica
Na cruz

Composição: Marcos Vidal, Ulises Miguel Eyherabide