El Tanguito
Ahora sé lo que es sufrir, lo que es partir
despedirse de todo aquí.
Lo que es correr contra el reloj
aunque mañana tal vez me parta el tren.
Quizás después cortaré algunas flores para ver
lo que te queda por sufrir.
Y en las neblinas de un bar te enseñaré a zapar
lo que llaman vivir.
Y tal vez ni te acordarás
de aquel guapo que te sacó a bailar.
Y te reirás entre vasos y algo más
porque ya no sabés lo que es llorar.
Y hoy que llueve de frialdad
te vestirás de miel para endulzarte un poco más.
Y el torbellino de tu perfume me dirá
por que calles andarás, por dónde te he de buscar.
Y si puedo pagaré mis grietas
Con lo que queda esta noche por sangrar.
Pero las llaves de este bar ya no quieren cerrar
y estaré aquí a ver si volverás.
O Tanguito
Agora sei o que é sofrer, o que é partir
me despedir de tudo aqui.
O que é correr contra o relógio
ainda que amanhã talvez eu seja atropelado pelo trem.
Talvez depois eu corte algumas flores pra ver
o que te resta pra sofrer.
E nas neblinas de um bar eu te ensinarei a tocar
o que chamam de viver.
E talvez você nem se lembre
daquele cara que te puxou pra dançar.
E você vai rir entre copos e algo mais
porque já não sabe o que é chorar.
E hoje que tá chovendo de frio
e você vai se vestir de mel pra se adoçar um pouco mais.
E o turbilhão do seu perfume vai me dizer
por quais ruas você vai andar, onde eu vou te procurar.
E se eu puder, vou pagar minhas rachaduras
com o que sobrar essa noite pra sangrar.
Mas as chaves desse bar já não querem fechar
e eu estarei aqui pra ver se você volta.