Prohibido (b)
Aburrida de hombres, de años y desengaños,
me sacan al mundo, a la lluvia, al invierno
una cita más, un posible trabajo,
lo primero que supe: yo le doblo la edad.
Sus sueños enormes, iguales a los míos
las horas no encuentran sentido y se van
adivino sus ganas de chico atrevido...
Y me tiro sin red en el mar de sus ojos prohibidos.
Y tan pronto me encuentro en sus brazos
me burlo del tiempo y de mí,
por suerte descubro que al fin no sé nada
y me entrego a su boca y a él.
Y tan pronto me encuentro en sus brazos
y me gusta dejar en su piel
con mi boca un dibujo... Para que me recuerde
cuando ya, no se acuerde de mí.
Comienzo a olvidarlo, apenas me doy cuenta
que no quiero otra cosa que mi cama con él,
ya no entiendo nada , pienso que estoy loca
¿Serán las cervezas que recién me tomé?
El teléfono suena, el deseo me enciende,
me abro soy noche, y tras la noche más noche,
escribo los espejos con lápiz de labios,
tu nombre, el mío y al lado prohibido.
Proibido (b)
Cansada de homens, de anos e desilusões,
me levam pro mundo, pra chuva, pro inverno
mais um encontro, um possível trampo,
a primeira coisa que soube: eu sou mais velha que ele.
Seus sonhos enormes, iguais aos meus
as horas não fazem sentido e se vão
adivinho suas vontades de garoto ousado...
E me jogo sem rede no mar dos seus olhos proibidos.
E tão logo me encontro em seus braços
zoa do tempo e de mim,
por sorte descubro que no fundo não sei de nada
e me entrego à sua boca e a ele.
E tão logo me encontro em seus braços
e gosto de deixar na sua pele
com minha boca um desenho... Pra que ele se lembre
quando já não se lembrar de mim.
Começo a esquecê-lo, mal percebo
que não quero outra coisa além da minha cama com ele,
já não entendo nada, acho que estou ficando louca
serão as cervejas que acabei de tomar?
O telefone toca, o desejo me acende,
me abro, sou noite, e depois da noite mais noite,
escrevo os espelhos com lápis labial,
seu nome, o meu e ao lado, proibido.
Composição: María José Demare, Daniel Claudio Garcia