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Veneno

María José Demare

Veneno

Veneno es tu recuerdo que me mata
en esta cárcel preso y casi solo
tu boca mía que imagino en otros besos
tu olor que me ata a vos y te delata.

Tus piernas eran un ancla para mí,
si supiera en que veredas andarán,
te mandaría un gorrión que te contara
que soy un barco a la deriva sin tu amor.

Ella me traiciono, me robó , me mató
me encarceló ,me olvidó me dejó,
sin corazón...
¿Por qué sus manos fueron las rejas?
Y su cuerpo entero la prisión...

Tus veinte años eternos y fatales
y el escándalo de seda de tu piel
que me empujan sin piedad caigo sin red
al abismo de mis noches sin tocarte.

Yo no sé si la vida da revancha,
tampoco sé perdonar una traición,
pero el tiempo le hace trampa al calendario
vuelvo solo buscándote un perdón.

Veneno

Veneno é sua lembrança que me mata
nesta prisão, preso e quase sozinho
sua boca, minha, que imagino em outros beijos
seu cheiro que me prende a você e te entrega.

Suas pernas eram uma âncora pra mim,
se eu soubesse por onde você andaria,
te mandaria um pardal que te contasse
que sou um barco à deriva sem seu amor.

Ela me traiu, me roubou, me matou
me encarcerou, me esqueceu, me deixou,
só o coração...
Por que suas mãos foram as grades?
E seu corpo inteiro a prisão...

Seus vinte anos eternos e fatais
e o escândalo de seda da sua pele
que me empurram sem piedade, caio sem rede
no abismo das minhas noites sem te tocar.

Eu não sei se a vida dá revanche,
também não sei perdoar uma traição,
mas o tempo faz uma jogada no calendário
volto só buscando um perdão.

Composição: María José Demare / R. Grande