395px

Efêmera

Rozalén

Efímera

Me dicen que no hay que dormirse
Me obligo a hacer ya una nueva canción
Alegre que tenga buen ritmo
Letra pegadiza porque todo es efímero

Me dicen que sí, cuánto premio
Que canto con todos, que que años más buenos
Que se me ve luminosa
Siempre sonriendo con brillo en el pelo

Y yo que he derribado
Los muros de mi esqueleto
Que tengo las hojas en blanco
El tarro vacío, que no comprendo

Y yo que aún no he escrito
Todas las cartas que dicen adiós
Que no encajo en este planeta
Y me he mudado a calle decepción

Y cómo te explico que hay días
Que aún teniendo todo no soy feliz
Me compro una sonrisa blanca
Me visto de rojo, te finjo que sí

Las luces terminan cegando
Y por dentro va caminando el dolor
Y la tristeza me mece
Por más que lo intente, quedo grande todo
Y no me permito caer
Y no me permito caer

Un día me dijo un maestro
Ya me he convertido en lo que siempre odié
No pierdas nunca tu faro
Que no te envuelvan en sueños de papel

Confío en que con el tiempo
Tenga más claro dónde quiero estar
Y sepa a quién acercarme
Y quién me aprecia de verdad

Y yo que a veces deseo ser
Quién no quiero ser
Y siento que todo es mentira
Que el mundo se mueve por puro interés

Y yo que aún no he escrito
Todas las cartas que dicen te quiero
Ya no encajo en este planeta
Y cada poco me muero de miedo

Y cómo te explico que hay días
Que aún teniendo todo no soy feliz
Me compro una sonrisa blanca
Me visto de rojo, te finjo que sí

Las luces terminan cegando
Y por dentro va caminando el dolor
Y la tristeza me mece
Por más que lo intente, quedo grande todo
Y no me permito caer
Y no me permito caer

Y has de caer para entender
Y has de caer para volver
Y no me permito caer

Efêmera

Me dizem que não posso me deixar levar
Me forço a fazer uma nova canção
Alegre, que tenha um bom ritmo
Letra grudenta, porque tudo é efêmero

Me dizem que sim, quanto prêmio
Que canto com todos, que tempos bons
Que me veem radiante
Sempre sorrindo com brilho no cabelo

E eu que derrubei
Os muros do meu esqueleto
Que tenho as folhas em branco
O pote vazio, que não entendo

E eu que ainda não escrevi
Todas as cartas que dizem adeus
Que não me encaixo nesse planeta
E me mudei para a rua da decepção

E como te explico que tem dias
Que mesmo tendo tudo, não sou feliz
Compro um sorriso branco
Me visto de vermelho, finjo que sim

As luzes acabam me cegando
E por dentro, a dor vai caminhando
E a tristeza me embala
Por mais que eu tente, tudo fica grande
E não me permito cair
E não me permito cair

Um dia, um mestre me disse
Já me tornei o que sempre odiei
Nunca perca seu farol
Que não te envolvam em sonhos de papel

Confio que com o tempo
Terei mais claro onde quero estar
E saiba a quem me aproximar
E quem realmente me aprecia

E eu que às vezes desejo ser
Quem não quero ser
E sinto que tudo é mentira
Que o mundo se move por puro interesse

E eu que ainda não escrevi
Todas as cartas que dizem te amo
Já não me encaixo nesse planeta
E a cada pouco, morro de medo

E como te explico que tem dias
Que mesmo tendo tudo, não sou feliz
Compro um sorriso branco
Me visto de vermelho, finjo que sim

As luzes acabam me cegando
E por dentro, a dor vai caminhando
E a tristeza me embala
Por mais que eu tente, tudo fica grande
E não me permito cair
E não me permito cair

E você precisa cair para entender
E você precisa cair para voltar
E não me permito cair

Composição: