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Bulerias do Fígaro

Luis Mariano

Bulerías de Fígaro

Ay, barbero, barbero, barbero
Fígaro me puso un monsieur no sé qué
Y al nacer un primero de enero
Mi padrino quiso ponerme Manuel
Sevillano, cantor y soltero
Díganme, señores, que más puedo ser

Todos vienen a mi barbería
Los unos se quieren pelar
Los otros se quieren sangrar
Y yo pelo y hago una sangría
Mientras una barba pongo a remojar
Lo mismo arranco una muela
Que peino y rizo un tupé
Y aplico una sanguijuela
A un viejo con bisoñé
Tengo aquí la mejor clientela
Yo he nacido de pie
Ya lo ven

Ay, barbero, barbero, barbero
Fígaro me puso un monsieur no sé qué
Y al nacer un primero de enero
Mi padrino quiso ponerme Manuel
Sevillano, cantor y soltero
Díganme, señores, que más puedo ser

Todo el mundo me pide consejo
Fígaro, te tengo que hablar
Fígaro, me vas a salvar
Y con brocha, navaja y espejo
De todos los chismes me llego a enterar
En busca de mis ungüentos
Vienen las damas aquí
Y yo estoy en mi elemento
Porque me buscan a mí
No me dejan parar un momento
La fortuna será para mí

Ay, barbero, barbero, barbero
Fígaro me puso un monsieur no sé qué
Y al nacer un primero de enero
Mi padrino quiso ponerme Manuel
Sevillano, cantor y soltero
Díganme, señores, que más
Que más puedo ser
Diganme

Bulerias do Fígaro

Ai, barbeiro, barbeiro, barbeiro
Fígaro me deu um tal de monsieur, sei lá
E ao nascer no primeiro de janeiro
Meu padrinho quis me chamar de Manuel
Sevilhano, cantor e solteiro
Digam-me, senhores, o que mais posso ser

Todo mundo vem na minha barbearia
Uns querem cortar o cabelo
Outros querem se machucar
E eu corto e faço uma sangria
Enquanto uma barba eu deixo de molho
Tanto arranco um dente
Quanto penteio e faço um topete
E aplico uma sanguessuga
Em um velho com cabelo postiço
Tenho aqui a melhor clientela
Eu nasci com sorte
Já viram

Ai, barbeiro, barbeiro, barbeiro
Fígaro me deu um tal de monsieur, sei lá
E ao nascer no primeiro de janeiro
Meu padrinho quis me chamar de Manuel
Sevilhano, cantor e solteiro
Digam-me, senhores, o que mais posso ser

Todo mundo me pede conselho
Fígaro, preciso te falar
Fígaro, você vai me salvar
E com pincel, lâmina e espelho
De todos os babados eu fico sabendo
Em busca dos meus remédios
As damas vêm aqui
E eu estou no meu elemento
Porque elas vêm me procurar
Não me deixam parar um segundo
A sorte vai ser minha

Ai, barbeiro, barbeiro, barbeiro
Fígaro me deu um tal de monsieur, sei lá
E ao nascer no primeiro de janeiro
Meu padrinho quis me chamar de Manuel
Sevilhano, cantor e solteiro
Digam-me, senhores, o que mais
O que mais posso ser
Digam-me

Composição: Juan Quintero, Mireille Brochet, Jesus Maria de Arozamena, Luis Mari Gonzalez Garcia