Tradução gerada automaticamente
A Cara o Ceca Con Monedas de Cartón
Mariano Torrent
Cara ou Coroa com Moedas de Papelão
A Cara o Ceca Con Monedas de Cartón
São aqueles dias em que uma garrafa vazia éSon esos días en que una botella vacía es
Uma bússola apontando pro norte pra quemUna brújula señalando el norte a los que
Espera chegar no aeroporto da intuiçãoEsperan llegar al aeropuerto de la intuición
São aquelas tardes em que o amanhecer éSon esas tardes en las que el amanecer es
Um sonho distante, e a aurora uma viagem sem voltaUn sueño lejano, y el alba un viaje sin retorno
Onde colidem respiração e pressentimentosDonde colisionan respiración y presentimientos
São aquelas noites onde chovem cicatrizes estrangeirasSon esas noches donde llueven cicatrices extranjeras
Se beijam ao acaso fotografias eSe besan al azar fotografías y
Se contam as sílabas dos estremecimentosSe recuentan las sílabas de los estremecimientos
São aquelas semanas de envenenar sombrasSon esas semanas de envenenar sombras
De dissolver no ar o incompreensívelDe disolver en el aire lo incomprensible
De apostar cara ou coroa com moedas de papelãoDe apostar a cara o ceca con monedas de cartón
Em vez de agitar bandeiras, tem quem prefiraEn lugar de ondear banderas, hay quien prefiere
Capturar relâmpagos num bloco quadriculadoCapturar relámpagos en un block cuadriculado
São aqueles octavários que brilham como balasSon esos octavarios que resplandecen como balas
Que se desangram em rios de verdades inúteisQue se desangran en ríos de inútiles verdades
No território desigual dos pesadelos previsíveisEn el disímil territorio de las pesadillas previsibles
São aqueles meses de guardar risadas deSon esos meses de hacendar carcajadas de
Cabelos perfumados, de guardar decímetros deCabellos perfumados, de guardar decímetros de
Felicidade pra tempos menos esbeltosDicha para tiempos menos esbeltos
São aqueles trimestres de manhãs afiadas porSon esos trimestres de mañanas afiladas por
Ambos os lados, onde um campanário exibe suturasAmbos lados, donde un campanario exhibe suturas
Como limites, presente dos séculos dos séculosComo límites, obsequio de los siglos de los siglos
São aqueles anos de argumentos filosóficos maisSon esos años de argumentos filosóficos más
Confusos que socráticos, de expropriar a linguagemConfusos que socráticos, de expropiar el lenguaje
Que prega caminhos alternativos à devastaçãoQue predica caminos alternativos a la devastación
Tem quem prefira iluminar o fundo do espelhoHay quien prefiere aluzar el fondo del espejo
Com o brilho opaco de um coração de barroCon el opaco brillo de un corazón de barro
São aqueles lustros em que umas fileirasSon esos lustros en que unas hileras
Mal arrumadas de entusiasmo sãoMal acomodadas de entusiasmo son
A única coisa que nos pertence nesse mundoLo único que nos pertenece en este mundo
São aqueles septênios onde os cãesSon esos septenios donde los perros
Ladram fascículos colecionáveis, de damajuanasLadran fascículos coleccionables, de damajuanas
Abarrotadas de medalhas de ouro falsificadasAbarrotadas de medallas de oro falsificadas
São aqueles decênios em que o destinoSon esos decenios en los que el destino
Derrama melodias, onde a caligrafia dasDerrama melodías, donde la caligrafía de las
Emoções cospe letras famintasEmociones escupe letras hambrientas
São aqueles quinquênios de voltar sobre o álbumSon esos quindenios de volver sobre el álbum
De sempre, de acenar pras imagensDe siempre, de asentirle a las imágenes
De dar sorrisos mornos em forma de tijoloDe regalar sonrisas tibias en forma de ladrillo
Tem quem prefira naufragar em um espejismoHay quien prefiere naufragar en un espejismo
Tingido de um decoro com erros de ortografiaTeñido de un decoro con faltas de ortografía
São aqueles decalustros, crisântemos pisoteados porSon esos decalustros, crisantemos pisoteados por
Agrônomos bêbados, recital de eventualidadesAgrónomos borrachos, recital de eventualidades
Nuas, olhos de cíclope, mãos de dentistaDesnudas, ojos de cíclope, manos de odontólogo
São aqueles séculos de sonhar com andorinhasSon esos siglos de soñar con golondrinas
Sem verão sobre linhas arqueadas, saboreandoSin verano sobre renglones arqueados, saboreando
A lâmina do coração gelado das adagasEl filo del helado corazón de los puñales
São aqueles milênios de nos sabermos espectadoresSon esos milenios de sabernos espectadores
Desplumando altercações pré-históricas e diurnas, deDesplumar altercados prehistóricos y diurnos, de
Ansiar tapar o céu com pá de soníferosAnsiar tapar el cielo con paladas de somníferos
São aquelas eternidades de cuspir uvas eSon esas eternidades de escupir uvas y
Salvoconductos, de chegar até o fundo daSalvoconductos, de llegar hasta el fondo de la
Quadra e cruzar um centro repleto de demagogiaCancha y tirar un centro repleto de demagogia
Tem quem prefira pendurar um relógio na margemHay quien prefiere colgar un reloj en el margen
Direita do brilho de uma cidade sem tempoDerecho del resplandor de una ciudad sin tiempo



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