Empuñando Silencios
Entre tus piernas y mi alma hay un jugar a no darnos cuenta
El bien que nos haríamos, un pasado mañana manchado de
Olvido, un no saber como empezar, quiero y no puedo
Aquí esperan mis labios con lenguaje
De arrabal a tu piel hecha poesía
Mis ganas de quererte como a nadie
Y domarte el corazón con mis defectos
Aquí te esperan mi vocación de respirar
Administrando las penas de mis días
No sé cómo explicarte, que quererte
Redefine decepciones, irás causando efecto
Entre tanta luz que me prestás, y mi abundancia de libertad
Existe un abismo de deseos equivocados, cuando bajo
Al infierno lo hago con el dolor en la mochila
Aquí te esperan mi vanidad, mi egocentrismo
Mis miedos, mi invierno y mis pecados
El óxido de mis tardes, mi rutina, mis sueños
Y mi autóctona media tinta de recelo
¿Allí me esperas, fulanita de tal, vestida de
Desnudez, sabías que me adeudas el pasado?
Y yo te debo estas ganar de amar, de despertarme
Al lado tuyo, con la primavera entre tu pelo
Entre tu almohada y la mía, cuento los kilómetros, las
Manos vacías, las penas repletas, los abrazos que quizá
Nunca nos demos, reconozco, preciosa, por mi cobardía
Aquí te espera la sinceridad de mi sonrisa
Aunque a veces tiene la dirección equivocada
Un amor a mitad de camino entre mis defectos
Y mis fracasos, aviso por no traicionar
¿Allí me espera el desastre ideal, el chaleco
De fuerza, la Luna de tu mejilla personalizada?
Me muero por ser tu vida, pero te pido un favor
El día que me quieras no te vayas a enamorar
Entre mi te quiero carraspeando y tu sordera romántica habita
Lo nunca confesado, la penúltima vez que aprendí a respirar
Fue por no saber mojarle la oreja a mis fracasos
Aquí te esperan mi anarquía, mis silencios
Un país a tu medida, para compartir errores
Mi falta de elegancia al derrapar, mi confusión
Y mi sombra que sangra por tu mirada
¿Allí me espera la mujer entre todas las mujeres
Un fascinante narcisismo, un porvenir en colores?
Si voy a perder con tu amor, que sea en el
Último set, perdón por tanta caricia descafeinada
Se va a acabar el mundo algún día, y nosotros jugando al delirio de
La lejanía, tristemente cerca, imbécil yo, ingenua vos, traicionado yo
Llorando vos, no se trata de fantasmas, sino de causas perdidas
Allá te espero, preguntándote - preguntándome –
Como le bajo una estrella a quien todo lo tiene
El problema no es otro que no tener sentimentalmente
Hablando algo concreto que ofrecerte
Acá me esperas, estoy seguro, cuando salga
De viaje habitarás en el hueco que deje caliente
El problema será gritar tarde quizá que valías
Como mujer algo más que intentar comprenderte
Y ahí, cuando ambos entendamos, empuñando silencios, lo que podíamos
Darnos compartiendo la vida, ¿Será la rabia o la tristeza la que grite
Más fuerte el yo lo sabía? ¿O será el desamor el que formule teorías?
Aquí te espero, pidiendo perdón por tanta idiotez
Conjugada, si acaso supieras (si yo me entendiera)
Seguir siendo amigos, el mal menor tiene el
Sabor de amargo consuelo y un paladar autodidacta
Allí no me esperes, que seas feliz jugando
A caminar entre comillas, seas reina o hechicera
Cuando el destino nos saque la lengua, viejos y
Frustrados, espero que tu sonrisa esté intacta
Empunhando Silêncios
Entre suas pernas e minha alma há um jogo de não perceber
O bem que faríamos, um passado amanhã manchado de
Esquecimento, um não saber como começar, quero e não consigo
Aqui esperam meus lábios com linguagem
De subúrbio na sua pele feita poesia
Minha vontade de te amar como a ninguém
E domar seu coração com meus defeitos
Aqui te espera minha vocação de respirar
Administrando as dores dos meus dias
Não sei como te explicar, que te amar
Redefine decepções, você vai causar efeito
Entre tanta luz que você me dá, e minha abundância de liberdade
Existe um abismo de desejos errados, quando desço
Para o inferno, vou com a dor na mochila
Aqui te espera minha vaidade, meu egocentrismo
Meus medos, meu inverno e meus pecados
O óxido das minhas tardes, minha rotina, meus sonhos
E minha autêntica meia tinta de receio
Ali você me espera, fulaninha, vestida de
Nudez, sabia que me deve o passado?
E eu te devo essa vontade de amar, de acordar
Ao seu lado, com a primavera entre seu cabelo
Entre seu travesseiro e o meu, conto os quilômetros, as
Mãos vazias, as dores repletas, os abraços que talvez
Nunca nos demos, reconheço, preciosa, pela minha covardia
Aqui te espera a sinceridade do meu sorriso
Embora às vezes tenha a direção errada
Um amor a meio caminho entre meus defeitos
E meus fracassos, aviso para não trair
Ali me espera o desastre ideal, o colete
De força, a Lua da sua bochecha personalizada?
Morro de vontade de ser sua vida, mas te peço um favor
No dia que me amar, não se apaixone
Entre meu te amo rouco e sua surdez romântica habita
O nunca confessado, a penúltima vez que aprendi a respirar
Foi por não saber molhar a orelha dos meus fracassos
Aqui te esperam minha anarquia, meus silêncios
Um país à sua medida, para compartilhar erros
Minha falta de elegância ao derrapar, minha confusão
E minha sombra que sangra pelo seu olhar
Ali me espera a mulher entre todas as mulheres
Um fascinante narcisismo, um futuro em cores?
Se vou perder com seu amor, que seja no
Último set, desculpa por tantas carícias descafeinadas
Um dia o mundo vai acabar, e nós jogando ao delírio da
Distância, tristemente perto, idiota eu, ingênua você, traído eu
Chorando você, não se trata de fantasmas, mas de causas perdidas
Lá te espero, perguntando - perguntando-me -
Como baixo uma estrela para quem tem tudo
O problema não é outro que não ter sentimentalmente
Falando algo concreto para te oferecer
Aqui você me espera, tenho certeza, quando sair
De viagem, você habitará o espaço que deixei quente
O problema será gritar tarde talvez que você valia
Como mulher algo mais que tentar te entender
E aí, quando ambos entendermos, empunhando silêncios, o que poderíamos
Nos dar compartilhando a vida, será a raiva ou a tristeza a que grite
Mais forte o eu sabia? Ou será o desamor que formule teorias?
Aqui te espero, pedindo desculpas por tanta idiotice
Conjugada, se acaso soubesse (se eu me entendesse)
Continuar sendo amigos, o mal menor tem o
Sabor de amargo consolo e um paladar autodidata
Ali não me espere, que você seja feliz jogando
A caminhar entre aspas, seja rainha ou feiticeira
Quando o destino nos tirar a língua, velhos e
Frustrados, espero que seu sorriso esteja intacto