Un homme libre / Cachaça Mecânica
Il a vendu sa vieille montre et son costume
Et la statue du saint patron portant son nom
Il a pris quelques verres pour chasser la brume
Au petit jour, il est parti de sa maison
Il a trouvé la peau d'un vieux chat de gouttière
Qu'il a tendue pour fabriquer un tambourin
Il a couru vers la grande ville et ses lumières
Le défilé du carnaval battait son plein
Il s'est soûlé dans la musique et dans les rires
En tapant sur sa peau de chat, peau de chagrin
Buvant de la cachaça jusqu'au grand délire
Il a lancé des cris et des grands serpentins
Il s'est payé à s'empaler et à s'éclater la tête
Une orgie de samba, d'alcool, et de folie
Ce n'est pas trop d'un jour par an pour faire la fête
Et pour dormir sur un manteau de confettis
Tous les jours, on fait semblant de vivre
Le carnaval a fait de lui un homme libre
Plus d'injustice
De jour sans pain
Plus d'enfant triste
Plus peur de rien
Il s'est soûlé dans la musique et dans les rires
En tapant sur sa peau de chat plein de chagrin
Buvant de la cachaça jusqu'au grand délire
Il a lancé des cris et des grands serpentins
João bebeu toda cachaça da cidade
Bateu com força em todo bumbo que ele via
Gastou seu bolso mas sambou desesperado
Comeu confete, serpentina e a fantasia
Levou um tombo bem no meio da avenida
Desconfiado que outro gole não bebia
Dormiu no tombo e foi pisado pela escola
Morreu de samba, de cachaça e de folia
Tanto ele investiu na brincadeira
Pra tudo tudo se acabar na terça-feira
Pra tudo tudo se acabar na terça-feira
Pra tudo tudo se acabar na terça-feira
Pra tudo tudo se acabar na terça-feira
Um Homem Livre / Cachaça Mecânica
Ele vendeu seu velho relógio e seu terno
E a estátua do santo padroeiro que leva seu nome
Ele tomou algumas doses pra espantar a neblina
Ao amanhecer, ele saiu de casa
Ele encontrou a pele de um velho gato de rua
Que ele esticou pra fazer um tamborim
Correu pra grande cidade e suas luzes
O desfile de carnaval estava a todo vapor
Ele se embriagou na música e nas risadas
Batendo na pele de gato, pele de tristeza
Bebendo cachaça até o grande delírio
Ele soltou gritos e grandes serpentinas
Ele se jogou e se estourou a cabeça
Uma orgia de samba, álcool e loucura
Não é demais um dia por ano pra festejar
E pra dormir em um manto de confetes
Todo dia, a gente finge que vive
O carnaval fez dele um homem livre
Chega de injustiça
De dia sem pão
Chega de criança triste
Sem medo de nada
Ele se embriagou na música e nas risadas
Batendo na pele de gato cheio de tristeza
Bebendo cachaça até o grande delírio
Ele soltou gritos e grandes serpentinas
João bebeu toda cachaça da cidade
Bateu com força em todo bumbo que ele via
Gastou seu bolso mas sambou desesperado
Comeu confete, serpentina e a fantasia
Levou um tombo bem no meio da avenida
Desconfiado que outro gole não bebia
Dormiu no tombo e foi pisado pela escola
Morreu de samba, de cachaça e de folia
Tanto ele investiu na brincadeira
Pra tudo tudo se acabar na terça-feira
Pra tudo tudo se acabar na terça-feira
Pra tudo tudo se acabar na terça-feira
Pra tudo tudo se acabar na terça-feira