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Acreditam em Nós

Mariella Nava

Credono In Noi

Credono in noi / dalle espressioni buone
quando c'impegniamo
e ci diamo da fare in ogni direzione
non se siamo sconfitti
nè dai facili tragitti / ma bravi intelligenti
pronti a difenderci a stare attenti
sempre più attenti.

Credono in noi / in queste nostre facce
sia che parliamo correttamente
sia che intercaliamo parolacce
noi scaltri ma sinceri / superficiali e alla fine seri
uguali anche i capelli
per il dovere di essere vivi / di essere belli...

Largo ai giovani
solo parole
se ci ritroviamo qui
che aspettiamo, che aspettiamo
Largo ai giovani
ci offrono il mondo
e non si vede un'oasi
non c'è spazio
perchè siamo appena nati
nè una voce per noi disperati

Credono in noi / nelle nostre illusioni
costituite d'amori brevi / come gli spot
amicizie e canzoni
noi chiusi nelle stanze / come pure nelle speranze
in gruppo a farci forti / a condividere le stesse sorti
le stesse sorti...

Domani / e il futuro bussa lì fuori
dosi di pazienza / domani per le occasioni migliori
ci manca l'esperienza / domani senza rabbia e pretese
avremo precedenza / domani
già stanche le mani aperte le mani tese

Largo ai giovani
idee di ghiaccio / da trent'anni ferme lì
noi cerchiamo noi cerchiamo
e noi aspettiamo e noi aspettiamo
largo ai giovani / è il nostro tempo
e non abbiamo un'oasi
nessun credito per noi diseredati
solo attese e siamo già invecchiati!

Acreditam em Nós

Acreditam em nós / pelas boas expressões
quando nos esforçamos
e nos dedicamos em todas as direções
não se somos derrotados
nem por caminhos fáceis / mas somos espertos e inteligentes
prontos a nos defender, a ficar atentos
cada vez mais atentos.

Acreditam em nós / nesses nossos rostos
seja quando falamos corretamente
seja quando soltamos palavrões
nós astutos mas sinceros / superficiais e no fim sérios
iguais até no cabelo
pelo dever de estar vivos / de ser bonitos...

Larguem os jovens
só palavras
se estamos aqui
esperando, esperando
Larguem os jovens
nos oferecem o mundo
e não se vê um oásis
não há espaço
porque acabamos de nascer
nem uma voz para nós desesperados.

Acreditam em nós / nas nossas ilusões
formadas por amores curtos / como comerciais
amizades e canções
nós trancados nos quartos / como também nas esperanças
em grupo para nos fortalecer / para compartilhar os mesmos destinos
o mesmo destino...

Amanhã / e o futuro bate lá fora
doses de paciência / amanhã para as melhores oportunidades
nos falta experiência / amanhã sem raiva e exigências
teremos prioridade / amanhã
já cansadas as mãos abertas, as mãos estendidas.

Larguem os jovens
ideias congeladas / há trinta anos paradas ali
nós procuramos, nós procuramos
e nós esperamos, e nós esperamos
larguem os jovens / é a nossa vez
e não temos um oásis
nenhum crédito para nós, os deserdados
só esperas e já estamos envelhecendo!