La Piazza
La piazza / dove la storia dà i suoi appuntamenti /
La piazza / dove una voce sola tu la senti /
una notizia che si passa in mezzo ai denti /
il mulinello delle nuove idee / accanto ai monumenti /
La piazza / dove il vento ha la meglio sui giornali /
La piazza / colombi e bimbi che spalancano le ali /
fontane da posare in fotografia / un abbraccio dal centro / alla periferia /
La piazza / dove le antenne son le nostre mani /
campane / che si preparano alla festa di domani /
e tra i ragazzi la speranza che non smette appoggiata alle motociclette...
Vedi...non mi vedi...io ti sento dove sei /
non mi credi / e vado dentro un'onda
non aver paura che / si confonda / tra i motori /
ed i televisori...
La piazza / con i suoi vicoli di sicurezza /
ed ogni razza si sfiora in un mosaico di certezza /
il tempo lentamente sparge i propri semi e tutto prende il giusto posto pure quelli / che chiameresti scemi
La piazza / dove le anime diventano bandiere / e sguardi /
si incrociano sotto gli occhiali e le visiere /
voglia di pane e pace, grido che rimbomba col fragore più forte di una bomba / v
Vedi...non mi vedi...quanti siamo adesso qui /
non ti chiedi / venuti ma da dove? /
qual è la forza che chiama /
muove e ci spinge come un cuore / tiene il mondo vivo / mentre arrivo ad incontrare te...
A Praça
A praça / onde a história marca seus encontros /
A praça / onde uma só voz você escuta /
um recado que se passa entre os dentes /
o redemoinho das novas ideias / ao lado dos monumentos /
A praça / onde o vento vence os jornais /
A praça / pombos e crianças que abrem as asas /
fontes para registrar em fotografia / um abraço do centro / à periferia /
A praça / onde as antenas são nossas mãos /
campanas / que se preparam para a festa de amanhã /
e entre os jovens a esperança que não cessa apoiada nas motocicletas...
Vê...não me vê...eu te sinto onde você está /
não me acredita / e vou dentro de uma onda /
não tenha medo que / se confunda / entre os motores /
e as televisões...
A praça / com seus becos de segurança /
e cada raça se toca em um mosaico de certeza /
o tempo lentamente espalha suas sementes e tudo toma seu devido lugar, até aqueles / que você chamaria de idiotas /
A praça / onde as almas se tornam bandeiras / e olhares /
se cruzam por trás dos óculos e viseiras /
vontade de pão e paz, grito que ecoa com o estrondo mais forte de uma bomba /
Vê...não me vê...quantos somos agora aqui /
você não se pergunta / viemos, mas de onde? /
qual é a força que chama /
mexe e nos empurra como um coração / mantém o mundo vivo / enquanto chego para te encontrar...