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Tristeza de poeta é sina
Mas a sua dor
Num verso de amor, termina
Um verso é uma chama de luz divina
Penetra na lama e não se contamina

Carinho de poeta é vício
E ele acabou fazendo do amor, ofício
Diz ele que amar é lição difícil
Devia o amor se eternizar no início

O olhar de um poeta é a estrada secreta a um mundo encantado
Conserva no fundo a essência do mundo criado
A sabedoria de uma poesia
É o elo perdido
Mas o seu chamado é pra ser guardado seguido
É isso que a vida
Alegre ou sofrida, ensina

Carinho de poeta é vício

Composição: Paulo César Pinheiro / Márcio Proença. Essa informação está errada? Nos avise.

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