Anna
Anna che non crede a niente
perch?su niente si pu?contare,
Anna coi suoi soliti giorni
coi conti sempre aperti da pagare.
Anna a quindicI anni gi?donna
pronta a prender botte e a soffrire;
Anna coi panni stesi ad asciugare.
Anna cinque figli e lo sfratto
in quella stanza che non vede il sole,
Anna con le spalle curve
con troppo peso da sopportare,
Anna che non prova piacere
forse perch?il letto ?un dovere;
Anna sei bocche da sfamare.
Anna non ti scordare mai
Anna tu sei importante sai
Anna tu non mollare mai
Anna no, non ti buttare via
tu non sei sola sai
sei donna come me.
Anna dagli occhi grandi
che han visto troppe volte il male,
Anna coi vestiti pesanti
e tanto lunghi da coprire il dolore;
Anna non si ?mai ribellata
l'han picchiata e poi l'han lasciata;
Anna che non si ?mai amata.
Anna non ti scordare mai
Anna tu sei importante sai
Anna tu non mollare mai
Anna no, non ti buttare via
tu non sei sola sai
sei donna come me.
Anna
Anna que não acredita em nada
porque sobre nada se pode contar,
Anna com seus dias de sempre
com as contas sempre abertas pra pagar.
Anna aos quinze anos já mulher
pronta pra apanhar e sofrer;
Anna com as roupas estendidas pra secar.
Anna cinco filhos e a ordem de despejo
naquela sala que não vê o sol,
Anna com as costas curvadas
com peso demais pra suportar,
Anna que não sente prazer
talvez porque a cama é um dever;
Anna seis bocas pra alimentar.
Anna nunca se esqueça
Anna, você é importante, sabe?
Anna, nunca desista
Anna, não, não se jogue fora
você não está sozinha, sabe?
você é mulher como eu.
Anna com os olhos grandes
que já viram mal demais,
Anna com as roupas pesadas
e tão longas pra cobrir a dor;
Anna nunca se rebelou
a bateram e depois a deixaram;
Anna que nunca foi amada.
Anna nunca se esqueça
Anna, você é importante, sabe?
Anna, nunca desista
Anna, não, não se jogue fora
você não está sozinha, sabe?
você é mulher como eu.