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O Cão

Marina Barone

Il Cane

E' legato ?qui davanti,
lui mi guarda e mi trapassa
con quegli occhi suoi di cane;
come frusta i suoi lamenti,
son nascosti dalla pioggia, dai rumori della gente.

E' legato ha due catene
una al collo e l'altra al cuore,
come tagliano pian piano
mentre il pelo ?gi?inzuppato,
quanto amore per quell'uomo.

E lui lo guarda con quegli occhi,
con quegli occhi suoi di cane;
?felice, ha il suo padrone che lo picchia,
ma ?il suo padrone.
Piove ancora e lui avr?freddo,
quasi ?buio e ho freddo anch'io;
quella ciotola laccata sembra un mare che straripa,
mi straripano i pensieri ma non voglio andare via.

Forse ?solo ed ha paura, sembra in pena ma per chi
?ome un cieco sta aspettando
chi accompagni il suo destino,
cane vecchio e malandato
ma con gli occhi da bambino.

E' legato ha due catene
una al collo e l'altra al cuore,
come tagliano pian piano
mentre il pelo ?gi?inzuppato,
quanto amore per quell'uomo.

E lui lo guarda con quegli occhi,
con quegli occhi suoi di cane;
?felice ha il suo padrone che lo picchia,
ma ?il suo padrone.
Piove ancora e lui avr?freddo,
quasi ?buio ed ho freddo anch'io;
quella ciotola laccata sembra un mare che straripa,
mi straripano i pensieri ma non voglio andare via.

O Cão

Está amarrado aqui na frente,
elê me olha e me atravessa
com aqueles olhos de cão;
como ele chicoteia seus lamentos,
eles estão escondidos pela chuva, pelos barulhos da gente.

Está amarrado com duas correntes
uma no pescoço e a outra no coração,
como cortam devagarinho
enquanto o pelo já está encharcado,
quanto amor por aquele homem.

E ele o olha com aqueles olhos,
com aqueles olhos de cão;
é feliz, tem seu dono que o bate,
mas é o seu dono.
Chove de novo e ele vai ter frio,
quase está escuro e eu também estou com frio;
aquela tigela brilhante parece um mar que transborda,
meus pensamentos transbordam mas não quero ir embora.

Talvez esteja só e tenha medo, parece aflito mas por quem
é como um cego esperando
quem o acompanhe em seu destino,
cão velho e maltratado
mas com olhos de criança.

Está amarrado com duas correntes
uma no pescoço e a outra no coração,
como cortam devagarinho
enquanto o pelo já está encharcado,
quanto amor por aquele homem.

E ele o olha com aqueles olhos,
com aqueles olhos de cão;
é feliz, tem seu dono que o bate,
mas é o seu dono.
Chove de novo e ele vai ter frio,
quase está escuro e eu também estou com frio;
aquela tigela brilhante parece um mar que transborda,
meus pensamentos transbordam mas não quero ir embora.

Composição: