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Algo a Mais?

Marina Barone

Qualcosa In Pi?

Chiss?che cosa vedi dal buio dei tuoi giorni,
chiss?che cosa pensi avvolto nella nebbia
che come ovatta ?lieve e non fa respirare;
ma tu sembri sereno
e guidi anche i miei passi,
mi insegni ad ascoltare il suono della vita
e a trattenere il fiato per non fare rumore.

E scopro che tu hai qualcosa pi?di me,
tu vivi ogni minuto senza buttare niente,
pi?dolce e pi?sensibile tu si che puoi sentire
il canto delle allodole, le onde in mezzo al mare.

E sei felice sempre per quello che tu hai,
ed io che ho visto tutto di te mi fiderei,
e chiuderei i miei occhi come son chiusi i tuoi.
Cos?tu sei i miei occhi
ed io divento i tuoi;
il mio delfino bianco che non delude mai;
e provo a lievitare, conosco anche gli odori
di chi ti vuole bene e di chi ti lascia fuori.

Ma si! Forse ?pi?bello
far sciogliere i colori,
e fondere nel cielo le gioie coi dolori,
e spegnere la luce ?accendere il tuo cuore,
perch?nel buio affini la lingua dell'amore.

E scopri che la vita ?un dono misterioso:
"Io ti posso vedere..
per?non so sentire quello che sente un cieco?
col dono dell'amore?.

Algo a Mais?

O que você vê na escuridão dos seus dias,
o que você pensa envolto na neblina
que é como algodão, leve e não deixa respirar;
mas você parece sereno
e guia também meus passos,
me ensina a ouvir o som da vida
e a prender a respiração pra não fazer barulho.

E descubro que você tem algo a mais que eu,
você vive cada minuto sem desperdiçar nada,
mais doce e mais sensível, você sim pode sentir
o canto das cotovias, as ondas no meio do mar.

E você é feliz sempre pelo que você tem,
e eu que vi tudo de você, confiaria,
e fecharia meus olhos como estão fechados os seus.
Assim você é meus olhos
e eu me torno os seus;
meu golfinho branco que nunca decepciona;
e tento flutuar, conheço também os cheiros
do que te ama e de quem te deixa de fora.

Mas sim! Talvez seja mais bonito
fazer derreter as cores,
e fundir no céu as alegrias com as dores,
e apagar a luz pra acender seu coração,
porque na escuridão você afina a língua do amor.

E descobre que a vida é um presente misterioso:
"Eu posso te ver..
mas não sei sentir o que sente um cego?
com o dom do amor?"

Composição: