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Carta da Itália

Mario Castelnuovo Tedesco

Lettera Dall'italia

Ieri in Italia pioveva tanto,
e una contadina dentro all'arcobaleno
raccoglieva lumache in un secchio
poi le lavava e era bella,
chinata sopra alla fontana...

Lunga vita ai miei pochi libri
che profumano di lavanda
tenuti insieme alla biancheria...
e attento a leggerli troppo
che gli occhi tuoi poi si sciupano...
Non ricordo se ti amo ancora,
che di tempo ne è già passato tanto
ma tu scrivimi verso sera,
che ti penso mangiando ...

Non ricordo se ti amo a volte,
ma tu dimmelo fino all'ultimo
e poi scrivimi a mezzanotte ed io...
io ti penso in un attimo,
e non tentarmi, non tentarmi...

Dietro i muri di argilla bruna,
lungo il mare che accarezza la luna...
c'è un odore forte di primavera, e polvere da sparo...
che somiglia tanto alle nostre vite...
E fuori da un fornaio si baciavano di notte due ragazzi...

Non ricordo se ti amo ancora, che di tempo ne è già passato tanto,
ma tu scrivimi verso sera, che ti mangio pensando...
Non ricordo se ti amo a volte, ma tu dimmelo fino all'ultimo
e poi scrivimi a mezzanotte ed io... io ti sogno in un attimo,
e non tentarmi, ti prego, non tentarmi...

Carta da Itália

Ontem na Itália chovia muito,
e uma camponesa dentro do arco-íris
colhia caracóis em um balde
depois os lavava e era linda,
curvada sobre a fonte...

Longa vida aos meus poucos livros
que cheiram a lavanda
guardados junto com a roupa...
e cuidado para não ler demais
que seus olhos podem se cansar...
Não lembro se ainda te amo,
que já passou tanto tempo
mas me escreve no fim da tarde,
que eu penso em você enquanto como...

Não lembro se às vezes te amo,
mas me diga até o fim
e depois me escreve à meia-noite e eu...
eu te penso em um instante,
e não me tente, não me tente...

Atrás dos muros de argila marrom,
ao longo do mar que acaricia a lua...
há um cheiro forte de primavera, e pólvora...
que se parece muito com nossas vidas...
E fora de um padeiro, dois jovens se beijavam à noite...

Não lembro se ainda te amo, que já passou tanto tempo,
mas me escreve no fim da tarde, que eu te devoro pensando...
Não lembro se às vezes te amo, mas me diga até o fim
e depois me escreve à meia-noite e eu... eu te sonho em um instante,
e não me tente, por favor, não me tente...