Mirando La Casa de Uno
Cuando al fin se entiende que uno es de aquì
Todas las fronteras son ilusiones
Se apagan estrellas que encandilaban
Florecen nuevos los corazones, los corazones
Cuando no hace falta nombrar las cosas
Porque son las cosas las que te nombran
Cambiar de paisaje es la nueva trampa
Donde se esconden viejos fantasmas
Teniendo raices de saucedales
Y alas de calandria a la libertad
No se necesita buscar el verde
En alguna plaza municipal
Mirando un poco la casa de uno
Dejando hablar a la identidad
Nadie querrá llorar su pasado
En una pensión de la Capital
Cuando no hacen falta los trampolines
Porque no hay alturas donde trepar
Sube más el barrio que un barrilete
Vale un beso más que dos soledades
Si en cada baldosa vive tu historia
Hay una vereda de eternidades
Y en cada empedrado de tu memoria
Está cantando lo que ya fuiste y lo que serás
Mirando un poco la casa de uno
Dejando hablar a la identidad
Nadie querrá llorar su pasado
En una pensión de la Capital
Olhando para a casa de um
Quando finalmente é entendido que um é daqui
Todas as fronteiras são ilusões
Eles desligam estrelas que deslumbram
Novos corações florescem, corações
Quando você não precisa nomear as coisas
Porque são coisas que te chamam
Mudança de cenário é a nova armadilha
Onde velhos fantasmas se escondem
Tendo raízes de salgueiro
E asas de calandria para a liberdade
Você não precisa procurar pelo verde
Em alguma praça municipal
Olhando um pouco para a casa de alguém
Deixando a identidade falar
Ninguém vai querer lamentar seu passado
Em uma pensão da capital
Quando você não precisa de trampolins
Porque não há alturas para escalar
O bairro sobe mais que uma pipa
Vale a pena um beijo mais que dois solidão
Se sua história vive em cada telha
Existe um caminho de eternidades
E em cada pavimento da sua memória
Você está cantando o que você já foi e o que você será
Olhando um pouco para a casa de alguém
Deixando a identidade falar
Ninguém vai querer lamentar seu passado
Em uma pensão da capital
Composição: Mario Corradini