395px

Cortemos a Nossa Cara

Martin Buscaglia

Cortémonos La Cara

Cortémonos la cara
Y vámonos de golpe de la fiesta
Hay una onda rara
No sé que me molesta
Percibo que se tensa la ballesta

Ondula tu reflejo
Hay círculos quemados en el trigo
Si fuéramos conejos
Pero somos amigos
Podría conseguir lo que concibo

Mas cuando me mirabas
Todo era medio como que cedía
Tu fibra resaltaba
En esa algarabía
Y en la lengua del tiempo me decía

Derrítanse los polos
Y elévense los mares sin mesura
Calcínense los cielos
Con tal que tu figura
Se entregue como esa mirada augura

Y así se ha inaugurado
Una nueva rotonda del destino
Tu cuerpo arrebolado
Adobado de vino
Aparta la maleza del camino

Y al soplo de la diana
Mil pájaros se expanden en su vuelo
Tu esencia casquivana
Me diste de consuelo
Y al alba me curé de mi desvelo

Cortemos a Nossa Cara

Cortemos a nossa cara
E vamos embora da festa de uma vez
Tem uma vibe estranha
Não sei o que me incomoda
Sinto que a tensão tá no ar

Balança teu reflexo
Tem círculos queimados no trigo
Se fôssemos coelhos
Mas somos amigos
Eu poderia conseguir o que imagino

Mas quando você me olhava
Tudo parecia meio que ceder
Sua essência brilhava
Naquela algazarra
E no tempo me dizia

Derretam-se os polos
E elevem-se os mares sem medida
Queimem-se os céus
Contanto que sua figura
Se entregue como aquele olhar prevê

E assim se inaugurou
Uma nova rotatória do destino
Teu corpo avermelhado
Misturado com vinho
Afaste a erva daninha do caminho

E ao sopro da diana
Mil pássaros se espalham em seu voo
Teu perfume leve
Me trouxe consolo
E ao amanhecer me curei da minha insônia