
Alucinação
Marturinhas
Não pretendo enlouquecer tão cedo
Porque eu tenho respeito
Ao sonho que me resgatou
Nos momentos de terror
Meu peito já conhece esse medo
Será que tu achas mesmo
Que minha luta terminou?
Ela apenas começou
Não vou apagar a poesia
Que ilumina minha vida
E me tira do sono
Me chamando pro confronto
Sei que eu serei muito mal vista
Por não ficar encolhida
Esperando que estranhos
Acabem com os meus anos
De juventude
Atitude, atitude
É uma forma de virtude
Não irão me calar
O que quero é cantar
Não se assuste
Vem e lute
Não pretenda enlouquecer
Só fingir que você
Não fala nada com nada
E através da risada
Vença todo o terror
E através da risada
Vença todo o terror
Quero beber versos, comer livros
Abafar as bombas com oração
Vou fazer bagunça sem vestígios
E transar com a Lua no verão
Eu vou cortejar o proibido
E fazer disso uma profissão
Tudo que eu falo é esquisito
E parece alucinação
Mas não é ela não
Quero beber versos, comer livros
Abafar as bombas com oração
Vou fazer bagunça sem vestígios
E transar com a Lua no verão
Eu vou cortejar o proibido
E fazer disso uma profissão
Tudo que eu falo é esquisito
E parece alucinação
Mas não é ela não



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