395px

Naufrágio (Uma Canção de Marinha)

Marty Willson-Piper

Wreck (A Sea Shanty)

There's a twisted piece of jagged metal
A broken show and a rusting kettle
A bed of sand in which to lie
A clear blue sea in which to die
And as the breath slips from your lungs
There's no more words on your swollen tongue
And fishes pick your melting flesh
Living on your recent death

Dawn has promised you your dreams
And mentioned not your unheard screams
Set your course in your sky blue boat
You couldn't guess you wouldn't float
Who could sink such pretty craft
You jeered and rolled and shrugged and laughed
How vicious can a colored reef
Bear its sharp and yellow teeth

Too beautiful day to die
Too memorable to be forgotten
A sea of tears to wave goodbye
A silent wreck to haunt the bottom

The ripples whimper on the surface
Jellyfish, transparent purses
Their sting the strength of hoarded gold
The gifts they'd buy remain unsold
So what's the worth of the dead's desires
When waterlogged are life's cold fires
With seaweed hair and barnacle bones
In the powerless court on a seashell throne

Back on land your loves ones' wait
For news that saunters in too late
Their salty tears mix with the sea
As they wait for all eternity
And later all that is recovered
A defiant ring that graced your lover
But to the sea now he is wed
In a ceremony of the dead

Naufrágio (Uma Canção de Marinha)

Há um pedaço torto de metal afiado
Um show quebrado e uma chaleira enferrujada
Uma cama de areia pra se deitar
Um mar azul claro pra se afogar
E enquanto o ar escapa dos seus pulmões
Não há mais palavras na sua língua inchada
E peixes comem sua carne derretendo
Vivendo da sua morte recente

A aurora prometeu seus sonhos
E não mencionou seus gritos não ouvidos
Defina seu rumo no seu barco azul do céu
Você não poderia imaginar que não flutuaria
Quem poderia afundar uma embarcação tão bonita
Você zombou, rolou, deu de ombros e riu
Quão cruel pode um recife colorido
Mostrar seus dentes afiados e amarelos

Dia bonito demais pra morrer
Memorável demais pra ser esquecido
Um mar de lágrimas pra se despedir
Um naufrágio silencioso pra assombrar o fundo

As ondas gemem na superfície
Águas-vivas, bolsas transparentes
Sua picada é a força de ouro acumulado
Os presentes que comprariam permanecem não vendidos
Então qual é o valor dos desejos dos mortos
Quando as chamas frias da vida estão encharcadas
Com cabelo de alga e ossos de percevejo
No tribunal impotente em um trono de concha

De volta à terra, seus entes queridos esperam
Por notícias que chegam tarde demais
Suas lágrimas salgadas se misturam ao mar
Enquanto esperam por toda a eternidade
E depois, tudo que é recuperado
Um anel desafiador que adornava seu amor
Mas ao mar agora ele está casado
Em uma cerimônia dos mortos

Composição: