395px

Reflexão do Cego

Martyr

The Blind's Reflection

[tu t'empêches de voir la vérité. tu te noieras dans ta certitude.]

Evil seizes
Rain of sand
A torrent of images
Lost is the blind
Evil seizes
Rain of sand

Evidences
-insignificant-
In the eyes of
The bewitched

The mute turn deaf
The deaf turn blind
The blind turn to sand
Then the sand begins to rain

Through my murky inner meanders
At the edge of a drastic transition
I'm trying to catch a glimpse
Through the fractured mirror of my reflection

Tired of dark complacency
Trying to live the day my night will end
Until a morrow that i don`t know
Until a dawn that i can`t conceive

Blind folded behind reality
Blind toward what we don`t want to see
Blind, willing loss of sensitivity
But true blinds sometimes i envy

Only the pure soul
Can talk, hear and see
Free of his ancestors
And of its reason

Separates two worlds in one
He who blames eternity

Reflexão do Cego

[você se impede de ver a verdade. você vai se afogar na sua certeza.]

O mal se apodera
Chuva de areia
Um torrente de imagens
Perdido está o cego
O mal se apodera
Chuva de areia

Evidências
-insignificantes-
Aos olhos do
Encantado

O mudo fica surdo
O surdo fica cego
O cego se transforma em areia
Então a areia começa a chover

Através dos meus turvos meandros internos
À beira de uma drástica transição
Estou tentando vislumbrar
Através do espelho quebrado da minha reflexão

Cansado da complacência sombria
Tentando viver o dia em que minha noite vai acabar
Até um amanhã que eu não conheço
Até uma aurora que eu não consigo conceber

Cego, vendado atrás da realidade
Cego para o que não queremos ver
Cego, disposta perda de sensibilidade
Mas verdadeiros cegos às vezes eu invejo

Apenas a alma pura
Pode falar, ouvir e ver
Livre de seus ancestrais
E de sua razão

Separa dois mundos em um
Aquele que culpa a eternidade