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Nos Seus Braços

Marvil (Elizardo Martínez Vilas)

En Tus Brazos

Yo me cegué en tus ojazos
Y fui a caer en tus brazos.
Y entre tus brazos yo fui feliz,
Porque te amé con delirio.
Yo fui a caer en tus brazos
Y así llegué hasta el martirio;
Te juro que enloquecí,
Cuando por dentro me vi,
Y comprendí lo que hacía.
Quiero mirar hacia dios,
Aunque me muerda el dolor,
Aunque me cueste morir.

Por quererte llegué hasta el martirio,
Cuando vi que mi casa dejaba
Y, aunque mi alma en tus brazos quedaba,
Te dejé, que es igual que morir.
¡cómo duele en la carne el zarpazo!
¡así duele escapar de tus brazos!
De tu brazos, que a mí se aferraban,
Gritando: ¡mi vida se irá si te vas!

Hoy, con el alma en pedazos,
Temblé al pensar en tus brazos
Y cada noche de horror grité,
Grité tu nombre querido.
Quise volver a tus brazos
Y al ver los pibes dormidos,
Te juro que enloquecí
Cuando por dentro me vi
Y comprendí lo que hacía.
Quiero mirar hacia dios
Aunque me muerda el dolor,
Aunque me cueste morir.

Nos Seus Braços

Eu me ceguei nos seus olhões
E fui cair nos seus braços.
E entre seus braços eu fui feliz,
Porque te amei com delírio.
Eu fui cair nos seus braços
E assim cheguei até o martírio;
Te juro que enlouqueci,
Quando por dentro me vi,
E compreendi o que fazia.
Quero olhar pra Deus,
Mesmo que a dor me morda,
Mesmo que me custe morrer.

Por te amar cheguei até o martírio,
Quando vi que deixava minha casa
E, mesmo que minha alma ficasse em seus braços,
Te deixei, que é igual a morrer.
Como dói na carne o arranhão!
Assim dói escapar dos seus braços!
Dos seus braços, que se agarravam a mim,
Gritando: minha vida vai embora se você for!

Hoje, com a alma em pedaços,
Tremei ao pensar nos seus braços
E cada noite de horror gritei,
Gritei seu nome, meu amor.
Quis voltar pros seus braços
E ao ver as crianças dormindo,
Te juro que enlouqueci
Quando por dentro me vi
E compreendi o que fazia.
Quero olhar pra Deus
Mesmo que a dor me morda,
Mesmo que me custe morrer.