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John Doe Nº 24

Mary Chapin Carpenter

John Doe No. 24

I was standing on this sidewalk in 1945
In Jacksonville, Illinois
When asked what my name was there came no reply
They said I was a deaf and sightless half-wit boy
But Lewis was my name though I could not say it
I was born and raised in New Orleans
My spirit was wild so I let the river take it
On a barge and a prayer upstream

They searched for a mother and they searched for a father
And they searched till they searched no more
The doctors put to rest their scientific tests
And they named me John Doe No. 24
And they all shook their heads in pity
For a world so silent and dark
Well there's no doubt that life's a mystery
But so too is the human heart

And it was my heart's own perfume
When the crape jasmoine bloomed on St. Charles Avenue
Though I couldn't hear the bells of the streetcars coming
By toeing the track I knew
And if I were an old man returning
With my satchel and porkpie hat
I'd hit every jazz joint on Bourbon
And I'd hit every one on Basin after that

The years kept passing as they passed me around
From one state ward to another
Like I was an orphaned shoe from the lost and found
Always missing the other
They gave me a harp last Christmas
And all the nurses took a dance
Lately I've been growing listless
I've been dreaming again of the past

I'm wandering down to the banks of the great big muddy
Where the shotgun houses stand
I am seven years old and I feel my daddy
Reach out for my hand
While I drew breath no-one missed me
So they won't on the day that I cease
Put a sprig of crape jasmine with me
To remind me of New Orleans

I was standing on this sidewalk in 1945
In Jacksonville, Illinois

John Doe Nº 24

Eu estava parado nessa calçada em 1945
Em Jacksonville, Illinois
Quando perguntaram qual era meu nome, não houve resposta
Disseram que eu era um garoto surdo e cego, meio retardado
Mas Lewis era meu nome, embora eu não pudesse dizê-lo
Eu nasci e cresci em Nova Orleans
Meu espírito era selvagem, então deixei o rio levá-lo
Em uma barca e uma oração rio acima

Procuraram por uma mãe e procuraram por um pai
E procuraram até não procurarem mais
Os médicos enterraram seus testes científicos
E me chamaram de John Doe Nº 24
E todos balançaram a cabeça com pena
Por um mundo tão silencioso e escuro
Bem, não há dúvida de que a vida é um mistério
Mas o coração humano também é

E era o perfume do meu coração
Quando o jasmim de crape floresceu na St. Charles Avenue
Embora eu não pudesse ouvir os sinos dos bondes chegando
Pelo toque nos trilhos eu sabia
E se eu fosse um velho voltando
Com minha mochila e chapéu porkpie
Eu visitaria cada bar de jazz na Bourbon
E depois iria em todos na Basin

Os anos continuaram passando enquanto me passavam de mão em mão
De um abrigo estadual para outro
Como se eu fosse um sapato órfão do achados e perdidos
Sempre faltando o outro
Me deram uma harpa no último Natal
E todas as enfermeiras dançaram
Ultimamente tenho me sentido apático
Tenho sonhado de novo com o passado

Estou vagando até as margens do grande e lamacento
Onde as casas de madeira estão
Eu tenho sete anos e sinto meu pai
Estendendo a mão para minha mão
Enquanto eu respirava, ninguém sentiu minha falta
Então não sentirão no dia em que eu parar
Coloquem um raminho de jasmim de crape comigo
Para me lembrar de Nova Orleans

Eu estava parado nessa calçada em 1945
Em Jacksonville, Illinois

Composição: Mary Chapin Carpenter