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A Vovó do Fim

Mateo Moreno

La Abuela Del Fin

Hoy ya no voy a dormir
Hoy todo se dio así
En la inmensidad de gente encuentro
Mi propio cuerpo

Caminando sin cerebro
No me hables que no creo
No estoy solo estoy dolido, ido, no soy tu amigo

Pareciera que no sienta
Mentira
Duermo despierto

No llegas a fin de mes, no hay nada que hacer
Sólo hacer de cuenta que ya no pasa nada
Y esta desinformación y esta idiotización
Sólo hacer de cuenta que no escuchas nada

Hoy ya no voy a dormir
Hoy todo se dio así
En la inmensidad de gente encuentro
Mi propio cuerpo

Nada más que seguir
Tiempo a tiempo te va peor
Nada más sin llorar
Ya la abuela lo decía nunca dejes de ser vos

Puedo creer en el ayer
Pero nada, nada nada como el hoy
Casi al vacío estás, la comida es de cartón
Sólo hace de cuenta que cuerpo no existe

En la radio la señal, que tiende siempre alienar
Sólo hacer de cuenta que eso ya no existe
Pareciera que no siento
Mentira
Duermo despierto.

A Vovó do Fim

Hoje eu não vou dormir
Hoje tudo aconteceu assim
Na imensidão de gente eu encontro
Meu próprio corpo

Caminhando sem pensar
Não me fala que eu não acredito
Não estou sozinho, tô machucado, perdido, não sou seu amigo

Parece que eu não sinto
Mentira
Durmo acordado

Você não chega no fim do mês, não tem nada pra fazer
Só fazer de conta que nada tá acontecendo
E essa desinformação e essa idiotização
Só fazer de conta que você não escuta nada

Hoje eu não vou dormir
Hoje tudo aconteceu assim
Na imensidão de gente eu encontro
Meu próprio corpo

Nada mais que seguir
Com o tempo vai piorando
Nada mais sem chorar
A vovó sempre dizia: nunca deixe de ser você

Posso acreditar no passado
Mas nada, nada, nada como o hoje
Quase no vazio você tá, a comida é de papelão
Só faz de conta que o corpo não existe

No rádio a sinal, que sempre tenta alienar
Só fazer de conta que isso já não existe
Parece que eu não sinto
Mentira
Durmo acordado.

Composição: Mateo Moreno