La Abuela Del Fin
Hoy ya no voy a dormir
Hoy todo se dio así
En la inmensidad de gente encuentro
Mi propio cuerpo
Caminando sin cerebro
No me hables que no creo
No estoy solo estoy dolido, ido, no soy tu amigo
Pareciera que no sienta
Mentira
Duermo despierto
No llegas a fin de mes, no hay nada que hacer
Sólo hacer de cuenta que ya no pasa nada
Y esta desinformación y esta idiotización
Sólo hacer de cuenta que no escuchas nada
Hoy ya no voy a dormir
Hoy todo se dio así
En la inmensidad de gente encuentro
Mi propio cuerpo
Nada más que seguir
Tiempo a tiempo te va peor
Nada más sin llorar
Ya la abuela lo decía nunca dejes de ser vos
Puedo creer en el ayer
Pero nada, nada nada como el hoy
Casi al vacío estás, la comida es de cartón
Sólo hace de cuenta que cuerpo no existe
En la radio la señal, que tiende siempre alienar
Sólo hacer de cuenta que eso ya no existe
Pareciera que no siento
Mentira
Duermo despierto.
A Vovó do Fim
Hoje eu não vou dormir
Hoje tudo aconteceu assim
Na imensidão de gente eu encontro
Meu próprio corpo
Caminhando sem pensar
Não me fala que eu não acredito
Não estou sozinho, tô machucado, perdido, não sou seu amigo
Parece que eu não sinto
Mentira
Durmo acordado
Você não chega no fim do mês, não tem nada pra fazer
Só fazer de conta que nada tá acontecendo
E essa desinformação e essa idiotização
Só fazer de conta que você não escuta nada
Hoje eu não vou dormir
Hoje tudo aconteceu assim
Na imensidão de gente eu encontro
Meu próprio corpo
Nada mais que seguir
Com o tempo vai piorando
Nada mais sem chorar
A vovó sempre dizia: nunca deixe de ser você
Posso acreditar no passado
Mas nada, nada, nada como o hoje
Quase no vazio você tá, a comida é de papelão
Só faz de conta que o corpo não existe
No rádio a sinal, que sempre tenta alienar
Só fazer de conta que isso já não existe
Parece que eu não sinto
Mentira
Durmo acordado.