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Figueira

Matheus Leal

Letra

    Parador da junta mansa
    Que descansava do arado
    Aonde aportava a carreta
    Com o chacho ancorado
    Pouso das aves em bando
    Hoje também vem minguando,
    Por esses campos lavrados

    Regado a sangue de chibo
    Nas sangrias das degolas
    Testemunhou o passado
    Das escramuças de outrora

    Guardando antigos segredos
    Segue sombreando o varzedo
    Bebendo os apojos de auroras

    Por isso velha figueira
    Quando passo passo por aqui
    Eu me torço nos arreios
    Olhando firme pra ti
    Com o coração corcoveando
    Parece até se olvidando
    Do lugar onde eu nasci

    De marca crioula querencia
    Nas ruínas da tapera
    Velhas raízes cravadas
    Faz florecer as quimeras
    Germinando as mesmas ânsias
    Por que embora na distancia
    Nascemos na mesma terra

    Foi palanque para os pingos
    Que esperavam encilhado
    As esporas se abraçarem
    No contraforte surrado
    E ao volver das volteadas
    Deixava em ti minha gateada
    Secando o lombo suado


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