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Cigarra Morta - Cármen Cinira (Espírito)

Maurício Gringo

Letra

    Chamam-me agora aí
    Cigarra morta
    E não podia haver melhor definição
    Porque caí estonteada à porta
    Do castelo em ruínas
    Do desencanto e da desilusão!

    Minhas futilidades pequeninas
    Meus grandes desenganos
    Eu mesma inda não sei
    Se é ventura morrer na flor dos anos
    Sei apenas que choro
    O tempo que perdi
    Cantando em demasia a carne inutilmente
    E vivo aqui, somente
    De quanto idealizei
    De belo, de perfeito, grande e santo
    Que inda hei de realizar
    Com a rima do meu verso e a gota do meu pranto

    Dá-me força, Senhor
    Para concretizar meu anseio de amor
    Evita-me a saudade
    Da minha improdutiva mocidade
    Eu não quero sentir
    Como cigarra que era
    A falta das canículas doiradas
    Sob a luz de ridente primavera
    Já que tombei cansada de cantar
    Calando amargamente
    Perdoa, Deus de Amor, o meu pecado
    Que eu olvide a cigarra do passado
    Para ser uma abelha previdente


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