exibições de letras 14

Soneto P110 - Antero de Quental

Maurício Gringo

Letra

    Mais se me afunda a chaga da amargura
    Quando reflexiono, quando penso
    No mar humano, encapelado e imenso
    Onde se perde a luz em noite escura

    Nesse abismo de treva a bênção pura
    Do espírito de amor ao mal infenso
    Sente o assédio do mal, é o contra-senso
    Da luz unida à lama que a tortura

    Mais se me aumenta a chaga dolorida
    Escutando o soluço cavernoso
    Da pobre humanidade escravizada

    Sentindo o horror que nasce dessa vida
    Que se vive no abismo tenebroso
    Cheio do pranto da alma encarcerada!


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