Eu, a Saudade e a Viola
Mauricio e Marcelo
Eu passo os dias vendo o álbum de retratos
Com a viola nos braços eu e ela e a solidão
Mas eu não era esse ser amargurado
Quando tangia o gado na estradinha do varjão
A vida deixa de ser mãe pra ser madrasta
Quando a gente se afasta do barro do nosso chão
Parece que vai esquecendo no caminho
A cada passo um pedacinho do partido coração
E eu vou chorando todo dia toda hora
Dessa vez eu vou embora encontrar minha raiz
Eu sou caipira sou do mato sou caipora
E por Deus nossa senhora lá eu era mais feliz
Adeus saudade, tô voltando pro regato
Feito um bom bicho do mato tô voltando pra ficar
Onde é que estava o meu pomar carregadinho
De goiaba e passarinho onde eu ia cochilar
A bença avó a bença avô juntos na mesa
Recheada de riquezas que a terra sempre deu
Bom dia vento boa noite tempestade
Que ao contrário da cidade traz fartura lá do céu



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