Naïf (La Calma de los años)
¿Será que soy un ingenuo ilusionado
Un paloma que come de tu mano, o hay algo más?
Creo que no ves la pintura entera
¿Realmente creés que soy un cándido inocente
Un buenito que se ríe entre la gente, un color infantil
Sin perspectiva ni línea de fuga?
Ya ví a un amor en la ventana dar un paso
También el polvo del diablo por mi naso
Gané estar así, tranquilo con mi gato en mi regazo
Ya sé de tíos en las camas de sus nenas
Princesas que cortaron con champagne sus penas, lloraron aquí
Aquí donde estoy sentado contigo
Pero me ves así, pero me ves feliz
Pero me ves naif, corriendo mariposas
Pero me ves así, pero me ves feliz
Pero me ves naif, sonriéndole a las rosas
Conozco el hambre y de dormir en escaleras
De militares con cruces y banderas jugando a ser Dios
Jamás volvió la madre de una novia
Sé de algunos alcahuetes y traidores
Torturadores, tiras y soplones son Seguridad
En los boliches donde das sermones
Juntacadáveres, Laskina y Amarillo
En Buenos Aires y en Madrid perdió un tornillo
Y lo volví́ a encontrar en la Cajita Feliz de Pandora
No me ha quedado sueño alguno en el tintero
Ya aprendí a no querer llegar primero, a no imponer razón
Será́, tal vez, la calma de los años
Pero me ves así, pero me ves feliz
Pero me ves naif, corriendo mariposas
Pero me ves así, pero me ves feliz
Pero me ves naif, sonriéndole a las rosas
Ingênuo (A Calma dos Anos)
Será que sou um ingênuo sonhador
Uma pomba que come da sua mão, ou tem algo mais?
Acho que você não vê o quadro todo
Você realmente acha que sou um inocente
Um bonzinho que ri entre a galera, um colorido infantil
Sem perspectiva nem saída?
Já vi um amor na janela dar um passo
Também a poeira do diabo pelo meu nariz
Ganhei estar assim, tranquilo com meu gato no colo
Já sei de caras nas camas das suas meninas
Princesas que cortaram com champagne suas dores, choraram aqui
Aqui onde estou sentado com você
Mas você me vê assim, mas você me vê feliz
Mas você me vê ingênuo, correndo atrás de borboletas
Mas você me vê assim, mas você me vê feliz
Mas você me vê ingênuo, sorrindo para as rosas
Conheço a fome e de dormir em escadas
De militares com cruzes e bandeiras brincando de ser Deus
Nunca mais voltou a mãe de uma noiva
Sei de alguns puxa-sacos e traidores
Torturadores, delatores e informantes são a Segurança
Nos barzinhos onde você dá sermões
Juntacadavere, Laskina e Amarillo
Em Buenos Aires e em Madrid perdeu um parafuso
E eu o encontrei de novo na Caixinha Feliz da Pandora
Não me sobrou sonho algum no tinteiro
Já aprendi a não querer chegar primeiro, a não impor razão
Talvez seja a calma dos anos
Mas você me vê assim, mas você me vê feliz
Mas você me vê ingênuo, correndo atrás de borboletas
Mas você me vê assim, mas você me vê feliz
Mas você me vê ingênuo, sorrindo para as rosas